BADAJOZ 3 jun. (EUROPA PRESS) -
Um agente da UCO da Guarda Civil que participou da apreensão de correspondências de vários responsáveis da Diputación de Badajoz e de sua posterior análise concluiu que a criação do cargo de coordenador de atividades dos conservatórios, atribuído a David Sánchez, “não se originou da Cultura”, mas sim “de um nível superior”, como o ex-presidente da instituição, Miguel Ángel Gallardo.
“Portanto, como não partiu da área em questão, que era a Cultura, entendemos que deve estar em um nível superior com capacidade política”, já que “a questão de pessoal deve corresponder a estratégias políticas, tem que ser de um nível superior”.
Por esse motivo, “o único que vimos intimamente relacionado a esse cargo é o ex-presidente da Câmara Municipal, Miguel Ángel Gallardo”, conforme declarou o tenente-coronel da Guarda Civil nesta quarta-feira no julgamento que está ocorrendo na Vara Provincial de Badajoz sobre a contratação do irmão de Pedro Sánchez na Câmara Municipal de Badajoz em 2017.
Em sua intervenção, este tenente-coronel da UCO apresentou uma ampla cronologia dos e-mails trocados entre diferentes áreas da Câmara Municipal de Badajoz sobre a criação desse cargo, registros nos quais “havia e-mails que seguiam uma ordem cronológica e, em seguida, havia lacunas”, embora tenha assinalado que não “chegaram a determinar se foram apagados”.
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