Gustavo Valiente - Europa Press
Eles querem que mais do que apenas as ruas sejam mobilizadas e planejaram três intervalos de duas horas para os trabalhadores participantes.
MADRID, 29 set. (EUROPA PRESS) -
Os sindicatos UGT e CCOO registraram nesta sexta-feira no Ministério do Trabalho e Economia Social as manifestações convocadas para o próximo dia 15 de outubro em todos os locais de trabalho públicos e privados do país.
"Queremos que o dia seja tratado nos locais de trabalho para mostrar que na Espanha não são apenas as ruas que se mobilizam", disse o secretário-geral da UGT, Pepe Álvarez, em declarações aos jornalistas.
O "dia de luta", que incluirá assembleias e comícios para denunciar os ataques de Israel aos palestinos em Gaza e na Cisjordânia, ocorrerá em três ocasiões ao longo do dia, das 10:00 às 12:00, das 17:00 às 19:00 e, finalmente, nas primeiras horas do dia seguinte, das 02:00 às 04:00.
Por sua vez, o secretário confederal da CCOO, Unai Sordo, explicou que as organizações sindicais pretendem "dar uma dimensão trabalhista" aos protestos pela Palestina.
"Queremos dar a ela uma dimensão trabalhista porque achamos que o mundo do trabalho, o mundo dos sindicatos, dos locais de trabalho, também deve dizer basta ao genocídio em Gaza e na Palestina", disse Sordo.
A convocação tem como objetivo gerar mobilizações em "milhares de locais de trabalho", traduzidas em atividades como "diferentes assembléias, manifestações na porta dos locais de trabalho" e "mobilizações que cada empresa considere apropriadas".
ISRAEL NÃO FARIA ISSO SEM TRUMP
Por outro lado, o CCOO criticou o papel que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está desempenhando nos ataques de Israel a Gaza, apontando que o que está acontecendo na região "tem a ver com muitas das estratégias" que a administração dos EUA está implementando.
"O que Israel está fazendo em Gaza não estaria fazendo se não tivesse a cobertura mais ou menos tácita dos Estados Unidos. O governo Trump decidiu acabar com qualquer sistema multilateral, qualquer sistema de legalidade internacional, e implementar a lei do mais forte do mundo", concluiu Sordo.
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