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BRUXELAS 21 ago. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia manifestou, nesta sexta-feira, seu apoio a “todos os esforços” em prol de um processo de democratização liderado pelos venezuelanos, depois que a Assembleia Nacional da Venezuela e o Parlamento da oposição, constituído em 2015, iniciaram, no início de agosto, um ciclo de trabalho de diálogo político para reconstruir o país após o duplo terremoto que deixou mais de 6.000 mortos.
Segundo declarações de um porta-voz da UE enviadas à imprensa, o diálogo entre a Assembleia Nacional de 2015 e a Assembleia de 2026, iniciado em 1º de agosto, “constitui uma oportunidade e um passo na direção certa”, em consonância com as aspirações do povo venezuelano.
“Todo processo de diálogo deve ser liderado e pertencer aos venezuelanos, e se desenvolver de maneira inclusiva, plural e transparente”, explicou o porta-voz, que também destacou que a União Europeia espera que esse processo contribua para o avanço da reforma institucional e para a realização de “eleições livres e justas”.
Da mesma forma, espera que as conversas entre membros do “chavismo” e representantes da oposição sirvam para alcançar uma reconciliação nacional “com as garantias necessárias”, estabelecer “uma justiça efetiva”, ao mesmo tempo em que se respeitem “as liberdades fundamentais”.
Nesse contexto, a União comemorou o recente anúncio da libertação de novos presos políticos, após ter exigido “de forma constante” a libertação de todos os detidos políticos.
“COMPROMISSO” COM A RECONSTRUÇÃO APÓS OS TERREMOTOS
Após manifestar apoio ao diálogo entre o governo e a oposição, a UE expressou seu “compromisso contínuo” com o povo venezuelano e sua determinação em apoiar uma recuperação “resiliente, sustentável e transparente”.
Citou como exemplo a ajuda oferecida até o momento à Venezuela após os dois terremotos de junho, incluindo 25 milhões de euros em ajuda humanitária de emergência, dos quais 15 milhões são destinados a ajudar as comunidades mais afetadas pelos terremotos.
Os outros 10 milhões de euros, conforme lembrou o porta-voz, financiam as operações das equipes de busca e resgate, médicos e outras equipes de especialistas, além da assistência em espécie mobilizada no país.
Ele também destacou o apoio canalizado por meio do Mecanismo de Proteção Civil da UE, que incluiu o envio de 700 membros da equipe de busca e resgate nas primeiras 72 horas, a abertura de uma ponte humanitária, o fornecimento de imagens de satélite e o envio de 170 toneladas de assistência em espécie.
Da mesma forma, foi lançada a Avaliação das Necessidades Pós-desastre para a Venezuela com o apoio da UE, do sistema das Nações Unidas, do Banco Mundial, do BID e da CAF, em coordenação com o governo interino.
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