Lorena Sopêna - Europa Press - Arquivo
BRUXELAS 15 jul. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia ampliou nesta terça-feira as sanções contra Teerã depois de acrescentar à sua "lista negra" nove indivíduos e entidades do Irã implicados em execuções, execuções extrajudiciais e desaparecimentos de pessoas no exterior.
Especificamente, a rodada de sanções europeias busca responder às ações dos órgãos estatais iranianos contra indivíduos considerados oponentes ou críticos das ações ou políticas do regime dos aiatolás. É por isso que ela tem como alvo a Rede Zindashti, um grupo criminoso por trás de vários atos de repressão transnacional, incluindo assassinatos fora do Irã.
Essa rede é liderada pelo traficante de drogas iraniano Naji Sharifi-Zindashti e tem ligações com o Ministério de Inteligência e Segurança do Irã, responsável pelo sequestro e assassinato de críticos do regime.
Além de sancionar seu líder e indivíduos ligados à rede, a UE acrescentou à sua "lista negra" Mohamed Ansari, chefe das Forças Quds do Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC-QF), a quem a UE acusa de ordenar o assassinato de jornalistas críticos ao regime iraniano.
Essas medidas da UE se enquadram no esquema abrangente da UE contra violações de direitos, um regime de sanções que permite que a UE imponha medidas punitivas a indivíduos, entidades e órgãos responsáveis por graves violações e abusos dos direitos humanos.
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