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BRUXELAS 13 out. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia retomará na quarta-feira sua missão civil no posto fronteiriço de Rafah, que liga o Egito à Faixa de Gaza, após a entrada em vigor de um acordo de paz que Bruxelas descreve como "histórico" e que já resultou na libertação de todos os reféns ainda mantidos vivos pelo grupo palestino Hamas.
"O plano de paz precisa de um forte apoio internacional para prosperar. A UE está pronta para assumir sua responsabilidade", anunciou a Alta Representante para Política Externa, Kaja Kallas, ao estabelecer uma data para o retorno da Missão de Assistência Fronteiriça da União Europeia (EUBAM Rafah).
Kallas espera que a missão desempenhe "um papel importante no apoio a um cessar-fogo", já que "garantir a paz em Gaza será extraordinariamente complexo".
Ele admitiu que esta segunda-feira representa "um raro momento de esperança no Oriente Médio". A libertação dos reféns é "um grande sucesso diplomático e um passo crucial para a paz", de acordo com Kallas, que elogiou o papel do presidente dos EUA, Donald Trump, em particular.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, disse que agora "começa um novo capítulo" no qual a UE "apoia totalmente" o plano de paz. "O retorno dos reféns israelenses é um momento de pura felicidade para essas famílias e um momento de alívio para o mundo inteiro", enfatizou ela nas mídias sociais.
Von der Leyen prometeu que a UE disponibilizaria "todas as suas ferramentas" para um maior progresso e, em particular, ofereceu-se para ajudar na futura governança e na "reforma" exigida pela Autoridade Palestina, bem como para contribuir com fundos para a reconstrução da Faixa de Gaza.
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