Publicado 30/08/2026 12:23

A UE respeita o resultado do referendo e considera a Islândia como “um de seus parceiros mais próximos”

24 de agosto de 2026, Ucrânia, Kiev: O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, participa de uma coletiva de imprensa durante a reunião da Coalizão dos Dispostos em Kiev, por ocasião do 35º aniversário do Dia da Independência da Ucrânia. Foto: Ansga
Ansgar Haase/dpa

MADRID 30 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressou o máximo respeito da União Europeia pelo referendo realizado no último sábado na Islândia, que resultou na suspensão das negociações de adesão com o bloco europeu, e destacou o país nórdico como um dos principais parceiros da UE.

Costa já trocou mensagens com a primeira-ministra da Islândia, Kristrún Frostadóttir, antes da coletiva de imprensa realizada esta tarde pelo governo islandês para avaliar os resultados.

Em meio a uma altíssima participação de 82,5% — a maior desde as eleições parlamentares de 2009 —, o “Não” prevaleceu com 52,8% (118.040 votos), cinco pontos percentuais à frente dos defensores da retomada das negociações com Bruxelas (47,2%, 105.399 votos), de acordo com os resultados definitivos do referendo.

A Islândia iniciou as negociações em 2010, mas as suspendeu três anos depois, precisamente, entre outros fatores, devido ao atrito sobre as implicações na política comum de pesca. A vitória do “Não” significa que o eleitorado não confiou nas promessas da primeira-ministra e, sobretudo, do ministro liberal da Economia, Dadi Már Kristófersson — impulsionador do referendo —, de proteger seu setor pesqueiro, que representa 40% da economia do país.

Em sua conversa, Costa destacou que a UE “respeita plenamente” a “escolha democrática do povo islandês no referendo”.

A Islândia, observou ele, “continua sendo um dos parceiros mais próximos e confiáveis da UE, inclusive por meio do Espaço Econômico Europeu”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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