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BRUXELAS 22 abr. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia reprovou nesta terça-feira a Rússia por continuar sua guerra de agressão contra a Ucrânia um mês depois de Kiev ter aceitado um cessar-fogo e após a trégua de Páscoa anunciada pelo Kremlin, sobre a qual Bruxelas evitou comentar.
"Já faz mais de um mês que a Ucrânia concordou com um cessar-fogo incondicional. E quando olhamos para as ações exatas da Rússia, vemos a Rússia como um agressor e ela tem um histórico de agressão", disse a porta-voz de relações exteriores do bloco, Anitta Hipper, que disse que Moscou "deve ser julgada por suas ações" e não por suas palavras.
Nesse sentido, ela reiterou que "os fatos são que a Rússia continua a bombardear vidas inocentes", e evitou qualquer avaliação da trégua de Páscoa anunciada pelo Kremlin, que consistiu em um cessar-fogo unilateral neste fim de semana por ocasião das comemorações religiosas.
Após a pausa, as autoridades russas anunciaram a tomada de um novo local no leste da Ucrânia como parte da invasão do país vizinho, reiniciando as operações militares após a trégua.
Do lado ucraniano, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que essa iniciativa demonstra a capacidade do presidente russo Vladimir Putin de interromper a guerra, já que Kiev concordou com o cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos semanas atrás.
Uma delegação ucraniana viajará a Londres na quarta-feira para conversações de paz com representantes do Reino Unido, da França e dos EUA. "Um cessar-fogo incondicional deve ser o primeiro passo para a paz e essa Páscoa deixou claro que são as ações da Rússia que prolongam a guerra", disse o presidente ucraniano.
Não se espera que a Comissão Europeia esteja representada na reunião na capital britânica, embora tenha insistido que o executivo europeu continuará a apoiar a Ucrânia a fim de alcançar uma "paz duradoura, justa e abrangente".
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