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BRUXELAS 15 jul. (EUROPA PRESS) -
Os Estados membros da União Europeia renovaram nesta terça-feira o plano de sanções contra o Haiti devido ao aumento da violência das gangues e suas contínuas e graves violações dos direitos humanos, acrescentando três líderes de organizações criminosas à sua "lista negra".
Especificamente, a UE prorroga as sanções por mais um ano, até julho de 2026, e estende a "lista negra" com Micanor Altès, líder da gangue Wharf Jérémie, Christ-Roi Chéry, líder da gangue Ti Bwa, e Jeff Larose, chefe da gangue Canaan, a quem os 27 atribuíram o recrutamento de menores, bem como homicídios, sequestros e violência sexual.
O Conselho da UE ressalta que esses indivíduos são responsáveis pela violência das gangues no Haiti e, portanto, estão por trás de ações que ameaçam a paz, a estabilidade e a segurança do país. Como é de praxe nas restrições europeias, as pessoas sancionadas estão sujeitas ao congelamento de bens e à proibição de viajar para a UE.
"A perigosa crise no Haiti só está piorando. A UE está impondo novas sanções contra indivíduos envolvidos em assassinatos em massa, recrutamento forçado de crianças, sequestros, assassinatos e violência sexual e de gênero", disse a Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, que afirmou que o Haiti precisa "urgentemente" do apoio da comunidade internacional.
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