Publicado 04/09/2026 13:14

A UE rejeita “qualquer tentativa de alteração demográfica ou territorial” por parte de Israel em Gaza

4 de setembro de 2026, Nablus, Cisjordânia, Palestina: Soldados israelenses e veículos militares atuam dentro do campo de refugiados de Askar durante uma operação a leste de Nablus, na Cisjordânia ocupada.
Europa Press/Contacto/Salman Mohsen Alkhatib

O ministro de extrema direita Ben Gvir propõe um plano para transferir 1,86 milhão de palestinos de Gaza para outros países ao longo de sete anos

BRUXELAS, 4 set. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia rejeitou nesta sexta-feira qualquer “tentativa” de Israel de deslocar a população palestina da Faixa de Gaza, depois que vários ministros israelenses propuseram medidas para facilitar a saída dos habitantes de Gaza do enclave, e ressaltou que Gaza deve fazer “parte de um futuro Estado palestino”.

“Rejeitamos qualquer tentativa de mudança demográfica ou territorial na Faixa de Gaza e apoiamos a unificação da Faixa de Gaza com a Cisjordânia sob a Autoridade Palestina. Não deve haver deslocamento forçado dos habitantes de Gaza. Gaza é parte integrante de um futuro Estado palestino”, afirmou o porta-voz de Relações Exteriores da UE, Christian Wigand, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.

O porta-voz da União Europeia respondeu assim ao ser questionado sobre o plano do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, denominado “Desconexão 710”, que prevê incentivar a “migração voluntária” de 250 mil habitantes de Gaza no primeiro ano; 1,11 milhão em três anos, chegando a 1,86 milhão em sete. Antes do conflito, a população da Faixa de Gaza girava em torno de 2,1 a 2,3 milhões de habitantes.

A proposta prevê medidas de integração para os requerentes, com garantia de moradia, assistência médica, educação e emprego durante os dois primeiros anos, bem como pagamentos aos países de acolhimento de acordo com o número de habitantes de Gaza que receberem.

Diante dessas propostas, Wigand lembrou que a posição da União Europeia está em conformidade com a Resolução 2735 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que rejeita qualquer tentativa de alterar a composição demográfica ou o território da Faixa de Gaza.

Nesse contexto, o porta-voz de Relações Exteriores do bloco também criticou a retórica das autoridades israelenses, ao considerar que “uma linguagem incendiária é inaceitável”, e exigiu que os esforços das partes se concentrem na redução da tensão.

As declarações de Ben Gvir somam-se às feitas recentemente pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que afirmou que Israel está “organizado e preparado” para facilitar a saída dos palestinos de Gaza “por mar, por ar, por todos os meios possíveis”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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