BRUXELAS 28 mar. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia expressou nesta sexta-feira sua total rejeição à ideia do presidente russo Vladimir Putin de substituir o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por um governo interino supervisionado pelas Nações Unidas com o objetivo de realizar eleições, dizendo que se trata de "propaganda" de um "criminoso procurado por crimes de guerra" pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
"Não prestaremos atenção ou comentaremos o que vocês publicam como propaganda. Analisaremos cuidadosamente os fatos, e o fato é que temos um agressor e temos a Ucrânia, que não está demonstrando nada além de boa vontade em relação à paz", disse a porta-voz de relações exteriores da UE, Anitta Hipper, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.
Na mesma linha, a porta-voz chefe da Comissão Europeia, Paula Pinho, acrescentou que Zelenski é um líder "legítimo e democraticamente eleito". "Enquanto o povo ucraniano não pedir eleições, ninguém deve sugeri-las", disse ela.
No final de fevereiro, a UE destacou seu apoio a Zelenski como líder democrático diante dos ataques do presidente dos EUA, Donald Trump, que o chamou de "ditador" apenas algumas semanas antes do confronto público no Salão Oval.
Anteriormente, o presidente ucraniano criticou seu colega norte-americano por viver na "desinformação russa" por suas concessões a Moscou antes das negociações e seus comentários duvidando do sistema democrático na Ucrânia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático