Publicado 13/01/2026 06:11

A UE rejeita o decreto para uma recontagem dos votos nas eleições em Honduras e apela a uma transição pacífica

Archivo - Arquivo - Bandeira da União Europeia
JUNTA DE ANDALUCÍA - Arquivo

Castro ordenou uma nova contagem de todos os votos e denunciou a “interferência” de Trump nas eleições BRUXELAS 13 jan. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia rejeitou nesta terça-feira o decreto anunciado pela presidente cessante de Honduras, Xiomara Castro, para realizar uma nova recontagem eleitoral após a vitória nas eleições de 30 de novembro do candidato de extrema direita Nasry Asfura, e pediu uma “transição pacífica e ordenada do poder”.

Em comunicado, Bruxelas expressou “sua preocupação” com o recente decreto e com as declarações de Castro e do presidente do Congresso Nacional, Luis Redondo, ao mesmo tempo em que reiterou seu apoio ao trabalho das instituições eleitorais hondurenhas.

Além disso, pediu respeito à proclamação oficial dos resultados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que reconheceu Asfura — candidato apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — como presidente eleito legítimo do país e confirmou os resultados definitivos do Congresso e das eleições municipais.

“A UE condena os atos de violência perpetrados contra atores políticos nos últimos dias e apela a todos os atores para que garantam uma transição de poder pacífica e ordenada”, continua o comunicado, que exige que seja respeitada “a vontade do povo hondurenho” expressa nas últimas eleições.

Por último, a União Europeia manifestou o seu interesse em trabalhar “com o presidente Asfura e a sua administração”, depois de ele ter sido declarado, a 24 de dezembro, vencedor das eleições presidenciais realizadas a 30 de novembro no país centro-americano, num clima de tensão devido às denúncias de fraude por parte de outros candidatos à presidência hondurenha.

CASTRO DENUNCIOU A INTERFERÊNCIA DE DONALD TRUMP

Os resultados do CNE deram a vitória ao candidato do Partido Nacional, com 40,27% dos votos, à frente de Salvador Nasralla, que teria obtido 39,53% dos votos, e da candidata do LIBRE, Rixi Moncada, que teria obtido 19,19%.

Com esses dados, e se tudo correr como previsto, Castro governará o país até 27 de janeiro, data em que está previsto o início do mandato de Asfura.

Neste sábado, a presidente cessante denunciou a interferência de Trump no processo eleitoral e convocou-o para uma “audiência ou chamada direta”, ao mesmo tempo que exigiu — por meio de decreto legislativo — a recontagem de “todos os votos”, com o argumento de uma possível fraude durante o processo eleitoral. Concretamente, Castro enumerou em uma publicação em sua conta no X os motivos pelos quais ordenou ao CNE a contagem de “todos” os votos, aos quais se somam 4.774 atas não contadas na apuração e 292 contestações — inconsistências, urnas infladas, fraude e compra de votos, entre outras — que continuam sem solução pelo CNE.

No entanto, a declaração da presidente hondurenha suscitou a desconfiança dos governos de até outros oito países latino-americanos — a saber: Argentina, Bolívia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Paraguai, Peru e República Dominicana — que manifestaram em uma nota conjunta sua “firme rejeição” ao decreto de Castro.

Os países signatários sublinharam que a ordem de uma nova recontagem geral não só “desconhece a autoridade do Conselho Nacional Eleitoral”, como também “afeta a institucionalidade democrática” do país centro-americano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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