Gavriil Grigorov/Kremlin Pool / Zuma Press / Conta
BRUXELAS 26 mar. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia disse nesta quarta-feira que só considerará a possibilidade de levantar as sanções econômicas contra a Rússia se o país parar com a agressão militar e retirar suas tropas da Ucrânia, depois que os Estados Unidos se abriram para rever as punições contra Moscou no âmbito das negociações para um cessar-fogo no conflito.
Após o compromisso de Washington, no âmbito do degelo com a Rússia, de "ajudar" Moscou a "restaurar" seu acesso aos mercados e facilitar as transações econômicas, a porta-voz de assuntos externos da UE, Anitta Hipper, disse à Europa Press que a UE continuará a exercer pressão máxima sobre o Kremlin por meio de suas sanções. Ela enfatizou que a "retirada incondicional" das tropas russas da Ucrânia e o fim da agressão contra o país vizinho são condições prévias para repensar as medidas punitivas.
"O fim da agressão russa não provocada e injustificada na Ucrânia e a retirada incondicional de todas as forças militares russas de todo o território da Ucrânia seriam uma das principais pré-condições para modificar ou suspender as sanções", disse ele sobre o progresso dos EUA em suas negociações e a possibilidade de a UE tomar medidas nesse sentido.
A Rússia pede a revisão das restrições ao Banco Agrícola (Rosselkhozbank) e a outras instituições financeiras para que possam, por exemplo, se conectar ao sistema SWIFT para pagamentos internacionais. Também pede o levantamento das sanções às empresas ligadas ao setor de alimentos e fertilizantes como pré-requisito para um maior progresso nas negociações de paz.
A esse respeito, a UE diz que toma nota do acordo alcançado entre a Rússia e os Estados Unidos, com a participação da Ucrânia, para garantir a segurança da navegação no Mar Negro e a cessação dos ataques às instalações de energia.
A UE também saúda o acordo de princípio para a troca de prisioneiros de guerra e detentos civis e para avançar no retorno das crianças ucranianas levadas pela Rússia.
"Esperamos que seja possível progredir nessa questão humanitária premente nas conversas subsequentes com a Rússia, pois elas são vitais para um caminho confiável para a paz", disse o porta-voz, que insiste que Moscou deve demonstrar "vontade política genuína" para interromper a agressão contra a Ucrânia.
"A experiência tem mostrado que a Rússia deve ser julgada por suas ações, não por suas palavras. Vladimir Putin diz que quer uma paz duradoura, mas a Rússia continua a causar mais morte e destruição a cada dia, com seus ataques aéreos sistemáticos contra civis e infraestrutura civil na Ucrânia", disse ele, insistindo que esses ataques estão em desacordo com a retórica de paz do líder russo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático