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BRUXELAS 11 jun. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia e o Reino Unido chegaram a um acordo nesta quarta-feira para pôr fim aos cinco anos de limbo em que Gibraltar foi deixada após o divórcio britânico do bloco e que permitirá a remoção da cerca entre a Espanha e o Rochedo.
"O acordo sobre Gibraltar agora é uma realidade. Um acordo histórico", anunciou o Ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, em uma mensagem no X.
O acordo ocorre após a reunião realizada pelo comissário de Comércio e negociador europeu com o Reino Unido, Maros Sefcovic, que reuniu os ministros das Relações Exteriores da Espanha e do Reino Unido, José Manuel Albares e David Lammy, respectivamente, e o ministro-chefe de Gibraltar, Fabian Picardo, em Bruxelas.
Embora a reunião quadripartite estivesse inicialmente programada para começar por volta das 13h45, Lammy e Picardo só chegaram à sede da Comissão Europeia por volta das 16h, vindos da Embaixada Britânica, localizada no mesmo bairro europeu. Albares, por sua vez, havia se reunido com Sefcovic por horas antes.
Após a cúpula entre a UE e o Reino Unido, realizada em 19 de maio em Londres, Sefcovic pediu que as partes aproveitassem o "ímpeto" dado pelos líderes para normalizar a estrutura das relações em questões fundamentais, como defesa e migração, para tentar chegar a um acordo após quase quatro anos de negociações desde o Brexit.
As negociações em andamento se baseiam no chamado Acordo de Ano Novo, concluído pela Espanha e pelo Reino Unido em 31 de dezembro de 2020, que prevê, entre outras coisas, a abolição da cerca e a entrada de fato do Rochedo no espaço Schengen.
Para isso, os controles de fronteira devem ser transferidos para o porto e o aeroporto e, dada a recusa de Gibraltar em permitir a presença da polícia espanhola, prevê-se que a Agência Europeia de Fronteiras (Frontex) os realize por um período inicial.
Em mais um passo em direção ao acordo, na quarta-feira o executivo da UE anunciou que Gibraltar foi removido da lista negra da UE de países com "alto risco" de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
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