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BRUXELAS 25 abr. (EUROPA PRESS) -
Os estados-membros da União Europeia aprovaram na sexta-feira uma extensão das sanções contra cerca de 100 líderes birmaneses pelo golpe e a espiral repressiva que se seguiu à instalação de uma junta militar, até 30 de abril de 2026.
Atualmente, o bloco mantém medidas punitivas contra 106 indivíduos e 22 entidades responsáveis por graves violações de direitos e desvios democráticos na Birmânia após o golpe militar de fevereiro de 2021.
Esses indivíduos estão sujeitos a um congelamento de ativos e estão proibidos de fornecer-lhes fundos ou recursos econômicos, direta ou indiretamente, além de serem proibidos de entrar na UE.
As sanções europeias têm como alvo a liderança da junta militar que derrubou à força o governo da Liga Nacional para a Democracia de Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, em fevereiro de 2021, bem como os membros do Conselho Administrativo do Estado, órgão que assumiu o poder civil na Birmânia, e o presidente da Comissão Eleitoral.
A UE também impõe um embargo de armas à Birmânia e mantém restrições à exportação de equipamentos de vigilância de comunicações que podem ser usados para a repressão interna, bem como a proibição da exportação de bens de uso duplo para uso dos militares e da polícia de fronteira, além de vetar qualquer cooperação com as Forças Armadas birmanesas.
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