Alicia Windzio/dpa - Arquivo
BRUXELAS 26 jun. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia decidiu nesta sexta-feira prorrogar por mais um ano, até 29 de julho de 2027, o regime de sanções contra os responsáveis pela violência das gangues criminosas no Haiti e pela deterioração da segurança, da democracia e do Estado de Direito no país.
A decisão do Conselho (governo) de renovar essas medidas implica a manutenção da proibição de entrada na União das nove pessoas que constam da lista de sancionados — entre elas o ex-presidente Michel Martelly e vários líderes de gangues —, bem como o congelamento dos ativos dessas pessoas e de uma entidade também incluída na lista negra.
Também fica proibido fornecer-lhes fundos ou recursos econômicos, seja direta ou indiretamente. Esse quadro complementa as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em outubro de 2022, incluindo um embargo de armas.
A UE considera Martelly e dois políticos aliados responsáveis por armar e financiar várias gangues criminosas para promover sua agenda política, defender seus interesses pessoais e econômicos e controlar o território.
Também está entre os sancionados o político Rony Celestin, a quem a UE associa à violência ligada a grupos armados, incluindo o assassinato do jornalista Néhémie Joseph, que havia denunciado suas atividades ilegais e casos de corrupção.
As gangues armadas mergulharam o Haiti na violência, além de influenciarem todos os aspectos políticos do país, após o assassinato, em 2021, do então presidente, Jovenel Moise. Em 2024, as gangues atacaram o aeroporto internacional de Porto Príncipe, paralisando suas atividades por semanas, o que impediu o primeiro-ministro, Ariel Henry, de retornar ao país.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático