Publicado 20/01/2026 13:13

A UE propõe proibir as exportações para o Irã de componentes para a fabricação de drones e mísseis.

A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, no Parlamento Europeu.
PHILIPPE BUISSIN

Kallas anuncia que Bruxelas continua trabalhando em mais sanções contra Teerã em resposta à repressão aos protestos BRUXELAS 20 jan. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia propôs nesta terça-feira proibir as exportações para o Irã de componentes para a produção de drones e mísseis e anunciou que continua trabalhando em novas sanções contra Teerã em resposta à repressão do regime iraniano durante os protestos que estão ocorrendo no país do Oriente Médio.

Isso foi anunciado pela Alta Representante da União Europeia para Assuntos Externos, Kaja Kallas, durante sua intervenção em um debate no Parlamento Europeu em Estrasburgo (França) sobre a “brutal repressão” contra os manifestantes no Irã, no qual ela apoiou “as reivindicações legítimas do povo iraniano”.

“Hoje propomos novas restrições à exportação de componentes que o Irã pode utilizar para a produção de drones e mísseis. Isso limitará ainda mais a capacidade do Irã de alimentar a contínua agressão da Rússia contra a Ucrânia”, defendeu a chefe da diplomacia europeia. Kallas lembrou que a UE já impôs sanções ao Irã dirigidas aos responsáveis por violações dos direitos humanos, atividades de proliferação nuclear e o apoio do Irã à guerra da Rússia na Ucrânia.

Ela também detalhou que a Comissão continua trabalhando em novas sanções “em resposta à repressão brutal das autoridades iranianas contra os manifestantes”, examinando “ativamente quais outras medidas podem ser adotadas”.

No entanto, a Comissão já vem trabalhando há dias com os 27 em um novo pacote de sanções contra o Irã em reuniões a nível de embaixadores, com a ideia de aprová-lo no próximo dia 29 de janeiro, quando os ministros das Relações Exteriores dos Estados-membros terão certamente a última palavra para aprovar por unanimidade possíveis sanções.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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