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BRUXELAS 14 nov. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia está considerando expandir suas missões existentes no território palestino para treinar pelo menos 3.000 policiais para contribuir com a segurança futura em Gaza, confirmaram várias fontes europeias à Europa Press.
De acordo com uma proposta que circulou entre os estados membros sobre o papel das missões europeias no futuro de Gaza, o Serviço de Ação Externa da UE está considerando a opção de expandir o mandato das missões para incluir o treinamento da polícia palestina, uma tarefa que também poderia ser realizada em países vizinhos.
A primeira discussão sobre essa medida ocorrerá na reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE-27, em Bruxelas, na quinta-feira, já que essa medida exigiria um mandato dos estados-membros, que também teriam que fornecer meios técnicos e pessoal para a missão.
Por trás dessa proposta está o objetivo de que a UE desempenhe um papel no futuro de Gaza, já que uma eventual força internacional, uma opção que está sendo considerada atualmente para promover o plano de paz de Donald Trump e avançar com a desmilitarização do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), terá uma presença limitada no tempo e, eventualmente, terá que ser substituída por um contingente palestino.
Desde a implementação do plano de Trump, que levou à entrada em vigor de um cessar-fogo para o conflito em Gaza, a UE tem defendido o uso de suas missões no terreno, tanto na passagem de Rafah quanto na Cisjordânia, para contribuir para a segurança na área. A Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, pediu para "mudar ou expandir" o mandato das operações para ajustá-lo às necessidades da nova situação.
As fontes consultadas apontam para uma abertura por parte dos Estados membros para modificar o mandato das missões, embora muitos elementos do escopo e da dimensão da missão ainda tenham que ser definidos para que ela possa realizar essas possíveis novas tarefas.
Com a nova situação em Gaza e o plano de Trump em vigor, a UE está procurando maneiras de contribuir para a segurança e a estabilidade na área, com a prioridade de apoiar os esforços humanitários para que a ajuda possa ser distribuída em larga escala, mas também para apoiar os esforços de estabilização com suas missões civis.
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