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BRUXELAS 23 abr. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia reiterou nesta quarta-feira sua exigência de uma paz "duradoura" na Ucrânia que Kiev "considere justa para seus cidadãos e seu país", destacando a soberania ucraniana sobre a península da Crimeia, depois que os Estados Unidos se abriram para reconhecê-la como parte da Rússia no marco de um acordo de paz.
Em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, os porta-vozes da Comissão Europeia disseram que as condições para a paz não seriam atendidas sem a Ucrânia e a UE, enfatizando que a "independência, soberania e integridade territorial" da Ucrânia eram "cruciais" para qualquer acordo.
"Eu não falaria sobre um plano A, um plano B, um plano C ou um plano Z. Não importa a mesa", disse a porta-voz-chefe adjunta da Comissão Europeia, Arianna Podesta, depois que uma reunião planejada em Londres para discutir a paz na Ucrânia entre os países europeus e os Estados Unidos foi desclassificada devido à ausência do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Nesse sentido, ela reiterou que qualquer ocasião é relevante para que a UE se comprometa com uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, apontando para a defesa de sua integridade territorial e "as condições para uma paz duradoura que a Ucrânia considera justa para seus cidadãos e para seu país".
Podesta insistiu que o cenário de negociação é "menos relevante" e que o que importa são os esforços diplomáticos da UE e de seus estados-membros para garantir uma paz que siga os parâmetros estabelecidos pela Ucrânia.
CRIMEIA E RETIRADA DAS SANÇÕES
Sobre a questão da Crimeia, tendo em vista o suposto plano de Washington de reconhecer a península como parte do território da Rússia para forjar um acordo de paz na Ucrânia, Bruxelas insistiu que sua posição é "clara" e envolve o reconhecimento da Crimeia como parte da Ucrânia.
"Nós dissemos isso desde o primeiro dia e mantemos essa posição. Apoiamos a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. E, acima de tudo, apoiamos as condições que são aceitáveis para a Ucrânia", disse o porta-voz do Enlargement, Guillaume Mercier.
Kiev tem evitado avaliar as informações publicadas na imprensa sobre as supostas condições de Donald Trump para um acordo de paz na Ucrânia, que incluiriam a não entrada da Ucrânia na OTAN ou o reconhecimento da soberania russa sobre a Crimeia, argumentando que elas não são a posição oficial da Casa Branca.
Na mesma linha, sobre a possível retirada das sanções contra Moscou no âmbito de um pacto para acabar com o conflito, Podesta enfatizou que não há "sinais de boa vontade" da Rússia para acabar com a agressão militar na Ucrânia, o que levou à imposição de 16 rodadas de sanções contra a economia russa e uma grande parte da elite política, militar e judicial russa.
"A retirada incondicional de todas as forças militares russas de todo o território da Ucrânia seria a principal pré-condição para modificar ou suspender as sanções contra a Rússia", argumentou o porta-voz-chefe adjunto da Comissão Europeia.
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