Publicado 08/07/2026 08:12

A UE pede que se respeite o cessar-fogo entre os EUA e o Irã, depois que Trump declarou que o acordo estava rompido

Archivo - Arquivo - Bandeiras da UE em Bruxelas
Michael Kappeler/dpa - Arquivo

BRUXELAS 8 jul. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia pediu nesta quarta-feira que “todos os atores” respeitem “integralmente” o cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irã, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou o fim do acordo e atacou os líderes iranianos, aos quais chamou de “escória” e “pessoas doentes”.

“É fundamental que todos os atores respeitem plenamente o cessar-fogo, apliquem a resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU e se abstenham de ações que ponham em risco o processo diplomático em andamento”, ressaltou o porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa, Anouar El Anouni, ao ser questionado sobre as declarações do presidente dos Estados Unidos em Ancara (Turquia), onde participa da cúpula de líderes da OTAN.

El Anouni evitou, de qualquer forma, considerar o acordo rompido, apesar das declarações do presidente dos Estados Unidos, e, questionado especificamente sobre essa questão, ressaltou que a posição de Bruxelas “é bastante clara” e “não deixa margem para confusão”.

“Está claro que somente a diplomacia pode trazer uma solução sustentável”, acrescentou, além de reiterar que “é crucial” respeitar a trégua, depois que Trump afirmou que, “no que a ele diz respeito”, o cessar-fogo “acabou” e descartou retomar as negociações com Teerã, ao considerar que “é uma perda de tempo” lidar com as autoridades iranianas porque são “mentirosas” e não cumprem os acordos.

Embora tenha indicado que os negociadores do memorando ainda “queiram negociar”, Trump insistiu que não vê sentido em manter esses contatos porque as autoridades iranianas são “desonestas” e “de outra escola”.

As declarações do presidente dos Estados Unidos ocorreram horas depois que o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou ataques “intensos” contra o Irã em resposta às “agressões” contra navios no Estreito de Ormuz, aos quais a Guarda Revolucionária respondeu afirmando ter atacado instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait.

KALLAS RECONHECE QUE VIOLAR O CESSAR-FOGO COMPLICA AS CONVERSAS DE PAZ

Em uma mensagem compartilhada pouco antes nas redes sociais, a Alta Representante da União Europeia para Assuntos Externos, Kaja Kallas, reconheceu que as “trocas de tiros entre os Estados Unidos e o Irã complicam ainda mais as já tensas negociações para pôr fim à guerra”, ao mesmo tempo em que classificou como “inaceitáveis” os ataques de Teerã contra o Bahrein e o Kuwait.

“Nos termos do memorando, Teerã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz. Seus recentes ataques contra navios nas proximidades do estreito violam esse compromisso e ameaçam interromper a retomada do fornecimento de energia. A liberdade de navegação não deve ser restringida”, argumentou a política estoniana.

Por fim, a chefe da diplomacia europeia destacou que, à margem do próximo Conselho de Ministros das Relações Exteriores da UE, na segunda-feira em Bruxelas, os 27 se reunirão com seus homólogos do Golfo “para discutir como podemos trabalhar juntos para apoiar a implementação do acordo e preservar a liberdade de navegação no estreito, bem como no Mar Vermelho”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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