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BRUXELAS 29 jun. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia exigiu nesta segunda-feira a proteção total dos civis após os ataques aéreos lançados pelo Paquistão contra as províncias afegãs de Kunar, Paktya e Paktika, que causaram a morte de pelo menos 35 civis, e pediu uma “desescalada imediata” e “moderação”.
“A UE pede a proteção total dos civis após os ataques aéreos em Kunar, Paktya e Paktika, que causaram vítimas civis. O Direito Internacional Humanitário deve ser respeitado em todos os momentos”, afirmou o porta-voz da UE para Relações Exteriores, Anouar El Anouni, em uma mensagem nas redes sociais.
A declaração da União Europeia ocorre depois que as autoridades afegãs estimaram em mais de 35 o número de mortos causados pela última onda de bombardeios realizada pelo Exército do Paquistão contra o leste do país, após Islamabad ter afirmado ter matado 25 “terroristas” em seus ataques, em um novo capítulo das tensões bilaterais dos últimos meses.
A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) confirmou a morte de pelo menos 28 civis nos bombardeios nas três províncias do oeste do Afeganistão, enquanto 49 pessoas ficaram feridas. “Esses números são preliminares e podem aumentar à medida que os hospitais continuarem atendendo aos feridos”, indicou a missão em um comunicado, após destacar que o Paquistão confirmou que suas forças de segurança haviam realizado ataques nas províncias mencionadas.
Por sua vez, o ministro da Informação do Paquistão, Ataulá Tarar, confirmou a realização de “ataques de precisão” contra o país vizinho em resposta aos “múltiplos incidentes terroristas” no Paquistão, que resultaram na morte de 25 suspeitos e na destruição de “uma grande quantidade de armas e munições”.
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