Publicado 24/02/2026 06:08

A UE pede mais pressão sobre a Rússia no aniversário da invasão da Ucrânia, após o bloqueio das sanções

Esperam que o primeiro pagamento do empréstimo de 90 bilhões a Kiev seja feito “o mais rápido possível” após o bloqueio da Hungria nesta segunda-feira BRUXELAS 24 fev. (EUROPA PRESS) -

Os presidentes das três principais instituições europeias, Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Roberta Metsola (Parlamento Europeu) e António Costa (Conselho Europeu), reafirmaram seu apoio à Ucrânia no quarto aniversário da invasão russa e instaram a que se exerça mais pressão sobre Moscovo para que encete “negociações significativas” para uma paz “justa e duradoura”.

Em comunicado conjunto, os três pilares da União Europeia afirmaram que a guerra de desgaste de Vladimir Putin “está a enfraquecer constantemente a Rússia” e que, por isso, estão decididos a continuar a pressionar o Kremlin com mais sanções ao setor energético e financeiro russo e à sua frota fantasma, além de conceder mais fundos a Kiev.

No dia seguinte ao fracasso dos 27 em chegar a um acordo para a aprovação do vigésimo pacote de sanções contra a Rússia e a aprovação definitiva do empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, Von der Leyen, Metsola e Costa reafirmaram o compromisso da UE de ter pronto o primeiro pagamento deste financiamento “o mais rapidamente possível”.

“A UE continuará a prestar um amplo apoio político, financeiro, econômico, humanitário, militar e diplomático à Ucrânia e ao seu povo”, diz a carta, que destaca que o bloco comunitário é “o principal doador” de Kiev e que, neste inverno, forneceu ao país liderado por Volodimir Zelenski uma “assistência energética sem precedentes” e sistemas de defesa aérea e antirrobôs diante dos ataques russos à infraestrutura energética.

No entanto, os três presidentes das principais instituições insistiram na importância de alcançar “uma paz integral, justa e duradoura para a Ucrânia”, baseada nos princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, deixando claro que “as fronteiras não podem ser modificadas pela força” e que “o agressor não pode ser recompensado”.

“Apoiamos todos os esforços destinados a alcançar essa paz: uma paz com dignidade e segurança a longo prazo. O respeito pela soberania e integridade territorial é a pedra angular. Nenhum país pode anexar seu vizinho”, pode-se ler na carta, que destaca a necessidade de manter “a solidariedade transatlântica e global” com a Ucrânia.

ESFORÇO PARA O DIA SEGUINTE Von der Leyen, Metsola e Costa indicaram que os esforços de apoio à Ucrânia “também olham para o dia seguinte”, quando a guerra terminar, pois será então que a União Europeia e seus Estados-membros contribuirão para “garantias de segurança sólidas e confiáveis para assegurar que a Rússia nunca mais possa atacar a Ucrânia”.

Também se comprometeram a responsabilizar a Rússia “pelos crimes cometidos e pelos danos causados”, colocando em funcionamento o mais rapidamente possível o Tribunal Especial para o Crime de Agressão contra a Ucrânia e uma Comissão Internacional de Reclamações para a Ucrânia, ambos no âmbito do Conselho da Europa, complementares ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Também apontaram para o futuro da Ucrânia dentro da União Europeia, após ter alcançado “avanços significativos nas reformas” para a sua adesão à UE “em circunstâncias muito difíceis”.

“A Ucrânia pode contar com o nosso total apoio na sua adesão à UE e na sua reconstrução pós-guerra”, conclui o comunicado conjunto, no qual os presidentes das três principais instituições da UE reafirmaram o seu compromisso com “uma paz justa e duradoura” e “uma Ucrânia forte e soberana numa Europa forte e soberana”.

A carta conjunta foi divulgada no dia em que Von der Leyen e Costa viajaram para Kiev para comemorar o quarto aniversário da agressão da Rússia contra a Ucrânia, onde participarão na cerimónia comemorativa oficial juntamente com outros líderes europeus. Por seu lado, Metsola presidirá a uma sessão plenária extraordinária do Parlamento Europeu, na qual Volodimir Zelenski falará por videoconferência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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