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BRUXELAS 6 jan. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia pediu nesta terça-feira a Israel que permita que organizações não-governamentais internacionais trabalhem na Palestina para garantir a entrega de ajuda humanitária essencial à população civil, após a decisão de Israel de vetar 37 entidades e ordenar que seus funcionários estrangeiros deixem o enclave até 1º de março, e em um momento em que a situação em Gaza está piorando com a chegada do inverno,
"Pedimos a Israel que permita que as ONGs internacionais operem e forneçam ajuda vital à população civil necessitada na Palestina. Sem essas ONGs internacionais, a ajuda humanitária não poderá ser distribuída na escala necessária para evitar mais perdas de vidas em Gaza", enfatizaram a Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, e as Comissárias Hadja Lahbib e Dubravka Suica em uma declaração conjunta.
Nesse sentido, Bruxelas enfatiza que essas entidades devem ser capazes de "operar de forma sustentada e previsível" no local, uma condição essencial para que a ajuda chegue à população afetada de forma "rápida, segura e sustentável".
A Comissão adverte que, sem a presença dessas entidades no local, a assistência humanitária essencial não chega àqueles que mais precisam dela, e lembra que o acesso humanitário é uma obrigação de acordo com o direito humanitário internacional, que exige que "todas as partes em conflito garantam a passagem rápida e desimpedida de assistência imparcial à população civil".
Além disso, eles observam que "com o início do inverno, a população palestina enfrenta fortes chuvas e queda de temperatura sem abrigo adequado, enquanto as crianças permanecem fora da escola e as instalações médicas mal funcionam devido à falta de pessoal e equipamentos".
A solicitação de Bruxelas ocorre depois que o governo israelense anunciou a retirada das autorizações de operação de 37 organizações humanitárias na Faixa de Gaza, incluindo algumas das principais agências internacionais de ajuda. A medida é justificada com base no não cumprimento de um novo sistema de registro aprovado em março de 2025, que introduz requisitos adicionais para a atividade das ONGs no local.
As organizações afetadas têm até 1º de março para encerrar suas atividades e retirar seus funcionários estrangeiros de Gaza, uma decisão que atraiu críticas de vários atores internacionais, incluindo países aliados, agências da ONU e organizações humanitárias, que alertam que a medida agravará ainda mais a situação já crítica da população civil no enclave.
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