BRUXELAS, 9 jun. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia exigiu nesta terça-feira que Israel retire suas tropas do território libanês e respeite integralmente o acordo de cessar-fogo firmado com o Líbano, após a nova onda de bombardeios contra a cidade de Tiro, que deixou pelo menos nove mortos após uma ordem de evacuação emitida pelo Exército israelense.
"A posição da União Europeia é muito clara. O acordo de cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos entre o Líbano e Israel representa uma nova oportunidade para pôr fim ao conflito, e confiamos que Israel participe dele”, afirmou o porta-voz de Relações Exteriores da Comissão Europeia, Anouar El Anouni.
Em entrevista coletiva, o porta-voz comunitário instou todas as partes a “respeitarem plenamente os termos do acordo” e a que “cessem imediatamente todas as ações militares”, em um momento marcado pela escalada dos ataques no terreno.
A UE reiterou ainda que o acordo pressupõe tanto a retirada das forças israelenses do território libanês quanto a retirada do Hezbollah para o norte do rio Litani. “Pedimos ao Hezbollah que se retire da zona ao sul do rio Litani e a Israel que se retire do território libanês”, indicou El Anouni.
A escalada ocorre em meio a divergências sobre a aplicação do mecanismo acordado na semana passada para implementar o cessar-fogo. Israel sustenta que o Hezbollah deve cessar seus ataques e retirar-se para o norte do Litani, enquanto o grupo xiita se recusa a fazê-lo, considerando que o acordo não prevê a retirada das tropas israelenses nem oferece garantias suficientes para seu cumprimento.
Nesse contexto, Bruxelas reiterou seu apoio às instituições libanesas e destacou que a recente mobilização de 100 milhões de euros por meio do Fundo Europeu de Apoio à Paz demonstra o compromisso europeu com “o fortalecimento das Forças Armadas libanesas e com a estabilidade do país”.
Da mesma forma, a UE insistiu na necessidade de aplicar integralmente a Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que exige o respeito à soberania e à integridade territorial do Líbano e serve de base para os esforços internacionais destinados a estabilizar a fronteira entre os dois países.
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