O governo italiano pede às autoridades israelenses que "esclareçam imediatamente" o incidente BRUXELAS 21 maio (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, exigiu de Bruxelas nesta quarta-feira que Israel investigue os tiros "inaceitáveis" disparados por seu exército contra uma delegação de diplomatas na cidade de Jenin, na Cisjordânia; uma ação que as forças israelenses descreveram como "tiros de advertência".
"Pedimos a Israel que investigue esse incidente e também que responsabilize os culpados. Qualquer ameaça à vida de diplomatas é inaceitável", disse o chefe da diplomacia europeia, falando em uma coletiva de imprensa após uma reunião ministerial com países da União Africana.
Kallas disse ter "ouvido" relatos de um "incidente" em Jenin, no qual as forças israelenses dispararam "tiros de advertência, mas tiros mesmo assim" contra um grupo de diplomatas que se aproximava de um campo de refugiados como parte de uma visita organizada pela Autoridade Palestina.
Ele também lembrou a Israel que, como signatário da Convenção de Viena, ele tem a "obrigação" de garantir a segurança de todo o pessoal diplomático estrangeiro.
O ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, também pediu ao governo israelense que "esclareça imediatamente o que aconteceu", já que "ameaças contra diplomatas são inaceitáveis". Tajani confirmou na mídia social que já falou com o vice-cônsul italiano em Jerusalém, que fazia parte da delegação, e que "ele está bem".
Enquanto isso, fontes do Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmaram a presença de um diplomata espanhol na mesma delegação e que "ele está bem". A Espanha condenou "categoricamente" o incidente, justificado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) porque o grupo supostamente se desviou da rota previamente marcada.
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