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BRUXELAS 30 abr. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia pediu nesta quarta-feira à Índia e ao Paquistão que mantenham abertos os canais de comunicação e resolvam suas diferenças por meio do diálogo político bilateral, após as tensões entre os dois países por causa do ataque terrorista contra turistas na parte indiana da Caxemira.
"Pedimos à Índia e ao Paquistão que resolvam suas diferenças por meio do diálogo político bilateral, no interesse da paz e da estabilidade regionais. Isso deve ser feito com a devida consideração aos interesses do povo da Caxemira em ambos os lados da Linha de Controle", disse o porta-voz de Relações Exteriores da UE, Anwar El Anouni, em uma coletiva de imprensa.
Dessa forma, ele lembrou que a UE pede uma solução pacífica para o conflito na Caxemira, um caminho que ele defendeu em vista do último ataque terrorista que exacerbou a crise entre Nova Délhi e Islamabad.
"É crucial mostrar contenção e abster-se de medidas militares, políticas, econômicas, legais ou outras que possam minar a estabilidade regional", reiterou o porta-voz da diplomacia da UE, depois que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, deu "total liberdade" às Forças Armadas para responder ao "ataque terrorista".
El Anouni enfatizou que os canais de comunicação devem permanecer abertos, ressaltando que as tensões devem ser resolvidas de acordo com as resoluções da ONU.
As autoridades paquistanesas denunciaram na terça-feira que o governo indiano "pretende tomar medidas militares contra o Paquistão nas próximas 24 a 36 horas", e asseguraram que seu país "reitera sua disposição de defender a soberania e a integridade territorial do Paquistão a todo custo".
O ataque, em uma área turística na parte da região da Caxemira administrada pela Índia, matou 26 pessoas e aumentou rapidamente as tensões entre a Índia e o Paquistão, que disputam o controle do território.
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