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BRUXELAS 20 out. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia pediu nesta segunda-feira ao exército sudanês e às forças paramilitares de apoio rápido (RSF) que demonstrem comprometimento com um cessar-fogo e um processo de paz inclusivo para acabar com o conflito no Sudão, dado o risco de o país se dividir em linhas políticas e étnicas.
Nas conclusões adotadas pelos 27 ministros das Relações Exteriores da UE, o bloco expressou preocupação com a unidade, a integridade territorial e a estabilidade do Sudão, afirmando que elas "correm sério risco, com a crescente fragmentação ao longo de linhas políticas e étnicas, agravada ainda mais pelo surgimento de estruturas governamentais paralelas".
"A UE rejeita qualquer tentativa de dividir o Sudão", diz o texto da UE, que pede que as partes demonstrem um engajamento construtivo nas negociações para um cessar-fogo imediato após mais de dois anos de guerra.
Também pede um processo de mediação de paz confiável e inclusivo, levando a uma cessação sustentada das hostilidades no país, que está atolado em um conflito civil devido a confrontos entre os dois lados desde abril de 2023.
A UE também exige que as partes permitam o acesso humanitário rápido, desimpedido e sustentável e a proteção de todos os civis no Sudão.
Para que o país retorne a um caminho democrático, os 27 insistem em compromissos críveis para facilitar a governança civil que seja "inclusiva, representativa e independente", além de restaurar o estado de direito, a responsabilidade e o respeito pelo direito internacional, incluindo o direito internacional.
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