MADRID 30 ago. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia pediu aos Estados Unidos que reconsiderem sua decisão de revogar os vistos de entrada do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e de 80 autoridades palestinas na sede das Nações Unidas em Nova York para a próxima Assembleia Geral.
"À luz dos acordos de sede existentes entre a ONU e seu estado anfitrião, pedimos que essa decisão seja reconsiderada", disse a Alta Representante da UE e chefe da diplomacia, Kaja Kallas, em um comunicado.
O chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, anunciou que revogaria os vistos de entrada para os funcionários da Autoridade Palestina liderada por Abbas e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), mas ressalvou que declararia uma isenção para os membros da missão permanente da Palestina na ONU.
A revogação, segundo ele, deve-se ao "não cumprimento de seus compromissos" e por "minar as perspectivas de paz" no conflito em curso na Faixa de Gaza entre Israel e as milícias palestinas. Para esse fim, ele insiste que eles devem "repudiar sistematicamente o terrorismo".
O próprio presidente Abbas pediu ao governo Trump que reconsiderasse sua decisão de impedi-lo de participar da Assembleia Geral da ONU.
"A presidência (palestina) pediu ao governo dos EUA que reconsidere e reverta sua decisão de negar vistos de entrada em Nova York à delegação palestina que planeja participar das reuniões da Assembleia Geral da ONU", diz uma declaração do gabinete de Abbas, que expressou seu "profundo pesar e consternação" com o anúncio de Washington.
Ele disse que "essa decisão contraria" tanto a lei internacional quanto o acordo entre a organização internacional e os Estados Unidos (assinado em 1947), que obriga o último a emitir vistos para representantes e funcionários de estados membros e aqueles associados às atividades da ONU. "Especialmente porque o Estado palestino é um membro observador", acrescentou.
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