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MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu nesta quarta-feira a decisão das autoridades libanesas de proibir as atividades “militares” do partido-milícia xiita Hezbollah, em uma conversa telefônica que manteve nesta quarta-feira com o presidente do país, Joseph Aoun, enquanto os ataques de Israel contra o Líbano desde 2 de março já deixaram cerca de 1.100 mortos.
“Conversei com o presidente Aoun para expressar as condolências da União Europeia pela perda de vidas civis, bem como nossa solidariedade e apoio ao Líbano e ao seu povo”, afirmou nas redes sociais, onde lamentou que “mais de 1,3 milhão” de pessoas tenham sido obrigadas a abandonar suas casas e qualificou a situação de “terrível”.
O líder português considerou que o governo de Nawaf Salam tomou “a decisão acertada de proibir as atividades militares do Hezbollah” e defendeu que o grupo xiita “deve cessar seus ataques imediatamente” e Israel “suas operações militares”. “Todas as partes devem respeitar o Direito Internacional e proteger a população civil e as infraestruturas civis”, lembrou.
Costa ressaltou ainda a necessidade de que o governo de Benjamin Netanyahu encete “conversas diretas com as autoridades libanesas”, depois que Aoun tenha assegurado estar disposto a isso e, ao mesmo tempo, denunciado que Israel se recusa a sentar-se à mesa para negociar.
Por sua vez, o presidente libanês confirmou nas redes sociais a ligação de Costa, a quem agradeceu “a posição da União Europeia e a ajuda humanitária e sanitária que enviou para ajudar os libaneses que foram obrigados a fugir de suas casas nas zonas afetadas pelos ataques israelenses”. Além disso, o presidente manifestou “sua esperança de que essa ajuda aumente, dado que o número de deslocados já ultrapassou o milhão” de pessoas.
A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou nesta quarta-feira que as ordens de evacuação emitidas pelo Exército de Israel “abrangem 14% do território libanês e provocaram o deslocamento de um em cada cinco habitantes do país”.
Israel já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o acordo, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
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