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BRUXELAS 20 maio (EUROPA PRESS) -
A comissária europeia para a Igualdade, Hadja Lahbib, defendeu nesta quarta-feira que os participantes da frota humanitária a caminho de Gaza “não são criminosos condenados” e lembrou que o ativismo “pacífico” é um direito fundamental, após a polêmica gerada pelo vídeo publicado pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, repreendendo os ativistas detidos, algemados e ajoelhados, no porto de Ashdod.
“Veja este vídeo. Não se trata de criminosos condenados. São ativistas que tentam levar pão para quem passa fome”, assinalou a comissária em suas redes sociais, sendo esta a primeira reação de um membro do Executivo comunitário às imagens divulgadas durante o dia pelo próprio Ben Gvir.
Lahbib lembrou que “o ativismo pacífico e a liberdade de reunião são direitos fundamentais” e reivindicou na mesma publicação que “é preciso proteger a população civil”. “É preciso respeitar o Direito Internacional Humanitário. Ninguém deveria ser punido por defender a humanidade”, acrescentou.
As imagens de Ben Gvir agitando uma bandeira israelense e caminhando entre ativistas internacionais algemados e ajoelhados no porto de Ashdod, para onde chegaram após a interceptação em águas internacionais do Mar Mediterrâneo de uma nova frota, geraram uma polêmica de alcance internacional após denúncias da Itália, Espanha, França, Canadá e Países Baixos — que convocaram os respectivos embaixadores de Israel em seus territórios —, bem como da Polônia, Grécia e Reino Unido.
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