BRUXELAS 8 jan. (EUROPA PRESS) - A União Europeia afirmou nesta quinta-feira que lamenta “todas as mortes de civis” na Venezuela, mas evitou ir além em sua avaliação do último balanço apresentado pelas autoridades venezuelanas, que estima em pelo menos uma centena o número de mortos no ataque dos Estados Unidos no último sábado em Caracas para capturar Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
“É claro que lamentamos todas as mortes, todas as baixas civis. Os números ainda estão pendentes de confirmação”, afirmou Anitta Hipper, porta-voz comunitária para Assuntos Externos e Política de Segurança, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, evitando assim responder à pergunta direta sobre se a UE condena essas mortes.
Nesta quarta-feira, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, elevou para pelo menos cem o número de mortos no ataque realizado no sábado passado pelo Exército dos Estados Unidos em Caracas e arredores, no qual capturou Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
“Até agora, e digo até agora, há cem mortos, cem e outro número semelhante de feridos”, declarou ele em um programa transmitido pela rede de televisão estatal VTV, referindo-se a um ataque “terrível (e) bárbaro contra nosso país”.
O também líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) reconheceu que “isso é uma verdade (e) ninguém vai encobrir”. “Não há como encobrir isso e hoje o mundo está descobrindo isso plenamente”, acrescentou.
Em um primeiro balanço após o ataque, as autoridades do país informaram 56 mortes, entre elas 24 militares venezuelanos e outros 32 membros das forças de segurança cubanas. A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, decretou nesta terça-feira sete dias de luto pelos mortos, que ela destacou como “mártires que deram suas vidas defendendo” a Venezuela.
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