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BRUXELAS 21 ago. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia lamentou nesta quinta-feira as novas sanções impostas pelos Estados Unidos contra quatro juízes e promotores do Tribunal Penal Internacional (TPI) envolvidos em casos contra Israel e os Estados Unidos, incluindo a emissão de um mandado de prisão para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Falando em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, a porta-voz de relações exteriores da UE, Anitta Hipper, relembrou a posição tradicional de apoio da UE ao TPI, ressaltando que ele continua sendo "a pedra angular da justiça internacional e da luta contra a impunidade".
Ele enfatizou que "ataques ou ameaças contra o tribunal e funcionários eleitos são inaceitáveis". "O TPI deve ser capaz de trabalhar de forma independente e imparcial", enfatizou.
O Departamento de Estado sancionou dois juízes, a canadense Kimberly Prost e o francês Nicolas Guillou, e dois promotores adjuntos, o fijiano Nazhat Shameem Khan e o senegalês Mame Mandiaye Niang.
No caso deles, Washington os justifica por suas ações contra o primeiro-ministro israelense, que é alvo de um mandado de prisão do TPI por crimes de guerra e crimes contra a humanidade no contexto da ofensiva militar contra a Faixa de Gaza.
"Os Estados Unidos têm sido claros e firmes em sua oposição à politização, ao abuso de poder, ao desrespeito à nossa soberania nacional e ao excesso judicial ilegítimo do TPI. O tribunal representa uma ameaça à segurança nacional e tem servido como instrumento de instrumentalização da justiça contra os Estados Unidos e nosso aliado próximo, Israel", argumentou o governo dos EUA.
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