Publicado 08/01/2026 12:16

A UE e a Jordânia avançam na implementação de 3 mil milhões em ajudas para a modernização do país

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, António Costa; o rei da Jordânia, Abdalá II, e o príncipe herdeiro, Al Hussein Bin Abdalá II.
ALEXANDROS MICHAILIDIS - UNIÓN EUROPEA

Apoiam o plano de paz para Gaza e mantêm a cooperação em matéria de segurança, controlo das fronteiras e luta contra o terrorismo BRUXELAS 8 jan. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia e a Jordânia estão avançando “de forma constante” na implementação do pacote de apoio financeiro e investimento de 3 bilhões de euros que Bruxelas destinará até 2027 ao país do Oriente Médio para apoiar sua resiliência econômica e sua agenda de modernização.

Assim o afirmaram ambas as partes na primeira cúpula UE-Jordânia realizada nesta quinta-feira na capital jordaniana, onde a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o rei da Jordânia, Abdalá II, compartilharam a necessidade de fortalecer a cooperação política e econômica bilateral.

A UE e Amã emitiram um comunicado conjunto no qual destacam que a cúpula desta quinta-feira “marca um marco importante nas relações entre a UE e a Jordânia” e se comprometem a cooperar para alcançar “estabilidade a longo prazo, paz e segurança”, bem como garantir “valores universais” como a democracia e os direitos humanos.

“Reafirmamos nosso compromisso inabalável com os princípios da Carta das Nações Unidas e cooperaremos para reforçar o multilateralismo efetivo e a ordem internacional baseada em normas, com as Nações Unidas em seu núcleo”, diz o texto, que também defende “a resolução pacífica de conflitos e o respeito pelo Direito Internacional”, entre outros assuntos.

Mais concretamente, a União reconheceu “o impacto particular das crises regionais” na Jordânia e, “tendo em conta o seu papel fundamental na contribuição para a paz e a estabilidade regionais”, reiterou o seu compromisso de apoiar “a resiliência económica” da Jordânia e “a agenda de reformas” do país.

“Conforme anunciado em janeiro de 2025, a UE está apresentando um pacote de apoio de 3 bilhões de euros. O pacote de apoio consiste em 1 bilhão de euros em Assistência Macroeconômica (MFA), 640 milhões de euros em subsídios e 1,4 bilhão de euros em investimentos públicos e privados a serem mobilizados”, continua o comunicado.

AVANÇOS CONSTANTES NO PACOTE DE AJUDA Durante a cimeira — que se realizará novamente em 2028 em Bruxelas —, o presidente do Conselho Europeu interveio celebrando que a implementação do pacote de apoio de 3 bilhões de euros para a Jordânia — anunciado em 2025 e que combina subsídios e empréstimos para apoiar “a visão de modernização” do rei Abdalá II — continua “avançando constantemente”.

O socialista português também enfatizou o compromisso europeu de apoiar “a resiliência e a estabilidade econômica da Jordânia” e garantiu que esta cúpula e uma futura conferência de investimentos “são prioridades fundamentais para nós”.

Entre a “crescente cooperação” entre os dois países, Costa destacou o apoio militar com um novo pacote de 35 milhões de euros, aprovado no final do ano passado, para a aquisição de um sistema de defesa aérea para a Jordânia. Ele também mencionou o diálogo para a luta contra o terrorismo ou as ameaças cibernéticas. Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia afirmou que “a estabilidade econômica é fundamental” e que, por isso, a UE investirá 3 bilhões de euros até 2027 na Jordânia. Ela destacou que, no entanto, ainda há “muito trabalho a ser feito juntos e muitos investimentos”.

No entanto, Von der Leyen valorizou que “em tempos de crescentes desafios geopolíticos”, é bom saber que a União Europeia e a Jordânia “colaboram estreitamente”. “A cúpula de hoje demonstra a rapidez com que nossa parceria evoluiu de uma visão estratégica para uma competitiva”, afirmou. APOIO AO PLANO DE PAZ EM GAZA

A União Europeia e a Jordânia também expressaram seu apoio à resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre Gaza e ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim ao conflito em Gaza, ao mesmo tempo em que instaram todas as partes a aplicar plenamente essa resolução, de acordo com o Direito Internacional.

Ambas as partes sublinharam a urgência de responder à situação humanitária “catastrófica” em Gaza, exigindo a entrega rápida, segura e sem obstáculos de ajuda humanitária e o acesso sem entraves das Nações Unidas, suas agências e organizações humanitárias, e saudaram os esforços humanitários desenvolvidos pela Jordânia.

Reiteraram igualmente que a única via para uma solução justa e duradoura no Médio Oriente passa pela solução de dois Estados, com Israel e um Estado palestiniano soberano e viável a coexistirem em paz e segurança, e reafirmaram a sua rejeição de qualquer tentativa de anexação, dos colonatos ilegais e das deslocações forçadas da população palestiniana.

COLABORAÇÃO NA GESTÃO DE FRONTEIRAS

No comunicado, que também condena a invasão russa da Ucrânia e faz referência à situação na Síria e no Líbano, ambas as partes comprometeram-se a continuar a trabalhar em conjunto em questões de segurança e de “gestão de fronteiras e luta contra o crime organizado”, bem como contra “todas as formas de contrabando e tráfico ilícito”, entre outras coisas.

Sempre “por meio do reforço da cooperação com as agências da UE, CEPOL, Europol e Frontex”. “Continuamos comprometidos com a luta contra o terrorismo e a prevenção da radicalização e do extremismo violento, entre outros meios, por meio da Coalizão Global contra o Daesh, do Fórum Global contra o Terrorismo e do Processo de Áqaba sobre terrorismo e extremismo violento”, afirmam.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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