BRUXELAS 29 ago. (EUROPA PRESS) -
Os ministros da defesa da União Europeia e a Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, pediram nesta sexta-feira que se aumente a pressão sobre a Rússia com novas sanções após o ataque do exército russo na capital ucraniana, Kiev, na quinta-feira, que causou danos materiais aos escritórios da Delegação da UE na cidade.
"Dado que Putin ridiculariza os esforços de paz, a única coisa que funciona é a pressão", disse Kallas à mídia ao chegar à reunião informal dos ministros da Defesa e das Relações Exteriores (Gymnich) em Copenhague (Dinamarca) na quinta e sexta-feira.
Na mesma linha, o ministro irlandês da Defesa, Simon Harris, criticou o fato de que "enquanto o mundo fala sobre paz e como alcançar a paz, o diálogo e a diplomacia para acabar com a guerra na Ucrânia, é bastante claro que a Rússia continua a realizar ações terroristas, atacando a população civil e não mostrando nenhuma vontade de chegar a um cessar-fogo". Portanto, ele considera "imperativo" que a UE considere agora a imposição de novas sanções.
"Não é isso que deveria estar acontecendo quando buscamos um cessar-fogo e um plano de paz, que é o que precisamos e pelo que estamos lutando. Nesse contexto, sabemos que devemos continuar a apoiar a Ucrânia", acrescentou seu colega luxemburguês, Yurico Backes.
Igualmente pessimista em relação às intenções de Putin é o ministro lituano Dovile Sakaliene, que considera que "as esperanças de possíveis negociações de paz são, no mínimo, ingênuas" e acredita que "a melhor garantia de segurança é um forte exército ucraniano e a pressão sobre a Rússia".
Esses são os argumentos também apresentados pelo ministro da Defesa da Suécia, Pal Jonson, que defende o aumento do apoio às forças armadas ucranianas e, ao mesmo tempo, o aumento das sanções e da pressão: "Putin não se moverá a menos que haja mais pressão sobre a Rússia para que ela venha à mesa de negociações e o leve a sério".
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