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MADRID 19 set. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia instou, neste sábado, as autoridades dos Estados Unidos a “reconsiderarem” sua recusa em conceder vistos aos membros da delegação palestina, incluindo seu presidente, Mahmud Abbas, que não poderão comparecer à Assembleia Geral da ONU na próxima semana, em Nova York.
“À luz dos acordos de sede vigentes com a ONU e de suas obrigações como Estado anfitrião, instamos os Estados Unidos a reconsiderarem essa decisão”, afirmou o porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), Anouar el Anouni.
Em um breve comunicado, ele lamentou a medida do governo Trump, ressaltando que esta é a segunda vez que a entrada é negada aos representantes palestinos, de modo que Abbas será obrigado a participar do evento remotamente.
O governo Trump justificou sua decisão acusando os afetados de “glorificar o terrorismo” e, em particular, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de “continuar pagando remunerações a terroristas, bem como glorificar atos de terrorismo e terroristas em declarações públicas e livros didáticos”.
Além disso, Washington repreendeu ambas as entidades por “empreenderem ações para internacionalizar o conflito palestino-israelense, inclusive por meio do Tribunal Penal Internacional (TPI) e da Corte Internacional de Justiça (CIJ)”, bem como por “tentarem contornar as negociações buscando um reconhecimento unilateral”, diante dos esforços das autoridades palestinas para levar altos funcionários de Israel à justiça internacional por suas ações.
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