Publicado 21/08/2026 13:05

A UE insta a combater a discriminação religiosa e a garantir a liberdade de culto em todo o mundo

Defende políticas internas para combater “o antissemitismo e o ódio antimuçulmano” e o legado “humanista” da Europa

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 13 de julho de 2026, Bélgica, Bruxelas: FOTO DE ARQUIVO - A Alta Representante da UE para Assuntos Externos, Kaja Kallas, discursa durante uma coletiva de imprensa no edifício do Conselho Europeu, após uma reunião dos minis
Michael Brandt/dpa - Arquivo

BRUXELAS, 21 ago. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia instou nesta sexta-feira a comunidade internacional a agir contra a discriminação, o ódio e a violência por motivos religiosos, e exigiu que todos os Estados respeitem e protejam o direito à liberdade de pensamento, de consciência e de crença em todo o mundo.

Por ocasião do Dia Internacional em homenagem às vítimas de atos de violência motivados por religião ou crenças, comemorado neste sábado, o bloco comunitário reafirmou seu compromisso de defender esse direito “dentro e fora” de suas fronteiras diante das graves agressões, perseguições e perdas de vidas que milhões de pessoas sofrem diariamente.

“Todos os seres humanos têm direito à liberdade de pensamento, de consciência, de religião ou de crença, conforme consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. No entanto, quase dois terços da população mundial vivem em países onde esse direito sofre graves abusos e violações”, afirma um comunicado da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, em nome dos Vinte e Sete.

A União Europeia, lembrou a Alta Representante da UE para a Política Externa, “inspira-se no legado cultural, religioso e humanista da Europa”, do qual “surgiram os valores universais dos direitos invioláveis e inalienáveis da pessoa humana”.

“A União e seus Estados-membros promovem o direito à liberdade de religião ou crença para todos, em todos os lugares. Trabalhamos persistentemente para defender esse direito dentro e fora de nossas fronteiras, em conjunto com a sociedade civil”, prossegue o comunicado.

Nesse sentido, Kallas destacou as políticas internas da UE para combater “o antissemitismo e o ódio antimuçulmano”, bem como a discriminação contra cristãos e outras comunidades religiosas. No plano internacional, ele destacou o papel “proativo” na ONU e os projetos de coexistência em regiões como o Sahel e a Ásia, além do trabalho do novo Enviado Especial para a Promoção da Liberdade de Religião ou Crenças.

Por isso, a diplomacia comunitária pediu a todos os Estados que ajam contra a discriminação e protejam esse direito, o que implica “não criminalizar a apostasia nem permitir o uso abusivo das leis contra a blasfêmia”.

“Enquanto persistirem a discriminação e a violência, temos a responsabilidade de agir de forma construtiva e continuar trabalhando ativamente por um mundo em que a liberdade, o respeito, a tolerância e a paz para as pessoas de todas as religiões e crenças deixem de ser uma exceção e se tornem a regra”, conclui a declaração.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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