Publicado 16/06/2025 09:00

UE insiste em apontar o dedo para Israel e Irã após Von der Leyen culpar Teerã pela escalada

HEBRON, 16 de junho de 2025 -- Traços de mísseis são vistos da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, durante o ataque de mísseis do Irã contra Israel, em 16 de junho de 2025: 1011368431, Licença: Rights-managed, Restrictions: , Model Release: não, Linh
Mamoun Wazwaz / Xinhua News / ContactoPhoto

BRUXELAS 16 jun. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia insistiu nesta segunda-feira em apontar o dedo tanto para Israel quanto para o Irã, de acordo com a declaração da Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, em nome dos Estados membros, depois que a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, culpou Teerã sozinha pela escalada da guerra.

"A declaração da Alta Representante em nome da UE, que é o nível mais alto em termos de ter a concordância de todos os 27 estados-membros, é bastante clara ao dizer que a UE apela a todas as partes para que respeitem o direito internacional", disse o porta-voz de relações exteriores da UE, Anouar El Anouni, em uma coletiva de imprensa.

Essa mensagem e a declaração de Kaja Kallas contrastam com a de Von der Leyen, que, após conversar com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, enfatizou que Israel "tem o direito de se defender" e acusou o Irã de ser "a principal fonte de instabilidade regional". "A Europa sempre foi clara: o Irã nunca poderá adquirir uma arma nuclear. Uma solução negociada é urgentemente necessária", disse ela.

Durante a coletiva de imprensa, Bruxelas evitou dizer se considera o ataque israelense ao Irã justificado, nem se a opinião de Von der Leyen representa a opinião da maioria no próprio colégio de comissários.

"A segurança duradoura é construída por meio da diplomacia, não da ação militar. Portanto, isso também está claro em termos de nossa posição sobre os eventos que estão ocorrendo atualmente no Oriente Médio", resumiu El Anouni.

Nesse contexto, o porta-voz europeu enfatizou que o Irã não deve tomar medidas para desenvolver armas nucleares, lembrando que Teerã está violando seus compromissos com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), conforme denunciado pela própria agência.

REVISÃO DO CONSELHO DE ASSOCIAÇÃO COM ISRAEL

Com relação à reunião extraordinária dos ministros das Relações Exteriores da UE por videoconferência na terça-feira para discutir a crise entre Israel e Irã, El Anouni destacou que a reunião servirá para "trocar pontos de vista, coordenar as relações diplomáticas com Tel Aviv e Teerã e possíveis medidas a serem adotadas".

"A UE está firmemente comprometida com a segurança regional e a distensão. Continuaremos a contribuir com todos os esforços diplomáticos para reduzir as tensões e encontrar uma solução duradoura para a questão nuclear iraniana, que só pode vir por meio de um acordo negociado", explicou o porta-voz.

Essa reunião ocorre apenas alguns dias antes de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Europa, na qual a UE deve analisar a conformidade de Israel com o Acordo de Associação no contexto de sua ofensiva contra Gaza. Quanto ao fato de o confronto com o Irã poder atrasar a análise e as medidas da UE contra Tel Aviv, o porta-voz lembrou que Kallas havia marcado essa análise para a próxima segunda-feira, embora tenha evitado confirmar se ela finalmente será realizada.

"Não vamos fazer julgamentos prévios, vamos fazer isso passo a passo, e a reunião de amanhã será sobre a situação entre Irã e Israel", disse ele, ressaltando que o exercício de análise deve ser concluído "antes de tomar medidas futuras". "Isso provavelmente ficará para o próximo Conselho de Relações Exteriores", disse ele.

Fontes diplomáticas consultadas pela Europa Press expressaram seu desejo de que a revisão do Conselho de Associação seja realizada na segunda-feira, embora reconheçam que a escalada da guerra entre Israel e Irã será uma "parte importante" do debate e significará que a conversa ocorrerá "em um clima diferente".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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