Publicado 02/04/2025 08:16

A UE insiste em apoiar o TPI, mas não esclarece as consequências caso a Hungria não cumpra a prisão de Netanyahu

Archivo - HANDOUT - 19 de fevereiro de 2019, ---, Jerusalém: O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (R) aperta a mão do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban antes de sua reunião. Foto: Amos Ben Gershom/GPO/dpa - ATENÇÃO: uso editorial apenas
Amos Ben Gershom/GPO/dpa - Arquivo

BRUXELAS 2 abr. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia insistiu nesta quarta-feira no apoio do bloco ao Tribunal Penal Internacional (TPI), lembrando o compromisso da Hungria com o tribunal, mas evitando por enquanto detalhar quais serão as conseqüências se Budapeste acabar não cumprindo o mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convidado ao país para uma visita oficial de hoje até domingo.

Em teoria, as autoridades húngaras deveriam prender o líder israelense, que é procurado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade supostamente cometidos na Faixa de Gaza. Em um desafio direto ao TPI, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, convidou Netanyahu para sua primeira viagem à UE desde que o mandado foi emitido.

"Temos sido bastante claros ao expressar nossa posição, tanto em termos de apoio da UE ao TPI quanto às conclusões do Conselho, nas quais o Conselho conclama todos os Estados a cooperarem plenamente com o tribunal", disse a porta-voz de relações exteriores da UE, Anitta Hipper, lembrando que os líderes da UE, incluindo Orbán, pediram para garantir a plena cooperação com o TPI, "inclusive por meio da pronta execução de mandados de prisão pendentes e da conclusão de acordos voluntários".

A UE, portanto, reiterou o compromisso da Hungria com a execução dos mandados de prisão do tribunal de Haia, mas não detalhou que medidas poderá tomar em retaliação se Budapeste não cumprir suas ordens.

Em declarações à Europa Press, um porta-voz do TPI disse que a Hungria, como signatária do Estatuto de Roma, não pode "unilateralmente" deixar de cumprir as decisões emanadas de Haia. Ele ressaltou que o tribunal "depende dos Estados para colocar suas decisões em prática". "Não se trata apenas de uma obrigação para com o tribunal nos termos do Estatuto de Roma, mas também de uma responsabilidade para com os outros Estados Partes", disse ele.

Questionado sobre a possível retirada de Budapeste do TPI, cenário sobre o qual as autoridades húngaras estão especulando, Hipper respondeu que a UE não tem nenhuma notificação formal sobre isso, embora lamentasse qualquer movimento nesse sentido. Para se retirar do tribunal internacional, a Hungria teria primeiro que informar o Secretário Geral da ONU e sua saída entraria em vigor um ano após a notificação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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