FREDERIC GARRIDO-RAMIREZ // EUROPEAN COUNCIL
BRUXELAS 23 jan. (EUROPA PRESS) - A União Europeia impulsionará em fevereiro um “ambicioso” vigésimo pacote de sanções contra a Rússia, mês em que se completam quatro anos do início da invasão russa da Ucrânia, e prevê medidas coercitivas adicionais contra o Kremlin que serão divulgadas na próxima semana, segundo informaram nesta sexta-feira fontes europeias.
Este “ambicioso” pacote de sanções, o vigésimo contra a Rússia, será um dos assuntos a serem abordados pelos ministros das Relações Exteriores da União Europeia em sua reunião da próxima semana, na qual também tentarão chegar a um acordo sobre outras penalidades mais imediatas contra o regime de Vladimir Putin.
Bruxelas espera que este novo pacote seja aprovado no próximo mês, coincidindo com o aniversário da invasão, após a aprovação do último em outubro do ano passado, quando os Estados-membros da UE aumentaram a pressão sobre a economia de guerra russa, afetando setores-chave como a energia, as finanças, a base militar-industrial ou as zonas econômicas especiais, entre outros.
Embora ainda não tenha sido divulgado que tipo de medidas a Comissão Europeia poderá propor aos 27, sabe-se que está a trabalhar simultaneamente e em paralelo neste “pacote ambicioso” e noutras medidas mais pontuais que poderão ver a luz já na próxima semana, segundo detalharam essas mesmas fontes.
Os ministros das Relações Exteriores, que se reúnem na quinta-feira, 29 de janeiro — encontro para o qual foi convidado o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha —, também discutirão o que mais os Estados-membros e a União Europeia podem fazer para reforçar as garantias de segurança à Ucrânia e que outro tipo de apoio podem oferecer a Kiev.
Na semana passada, a Comissão Europeia explicou seus planos para o empréstimo de apoio de mais de 90 bilhões de euros que foi acordado durante uma reunião do Conselho Europeu em dezembro. Dois terços — 60 bilhões — poderiam ser destinados a gastos militares, enquanto os outros 30 bilhões iriam cobrir as necessidades orçamentárias do país.
Além disso, a UE enviou nesta sexta-feira 447 geradores elétricos de emergência para a Ucrânia, avaliados em 3,7 milhões de euros, para restabelecer o fornecimento de energia elétrica em hospitais, abrigos e serviços essenciais, depois que mais de um milhão de ucranianos ficaram sem eletricidade, água e aquecimento em temperaturas abaixo de zero devido aos ataques russos contra a infraestrutura energética.
No entanto, esta reunião dos chefes diplomáticos da UE ocorre num momento de intensa atividade diplomática, na expectativa de uma possível reunião a três que deverá realizar-se este fim de semana entre a Ucrânia, os Estados Unidos e a Rússia nos Emirados Árabes Unidos para o fim da guerra iniciada em fevereiro de 2022.
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