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BRUXELAS 18 dez. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia intensificou nesta quinta-feira as sanções contra a "frota fantasma" russa, usada pela Rússia para burlar as restrições européias às exportações russas de energia, acrescentando 41 novas embarcações à sua "lista negra".
Com essa medida, o bloco europeu está tentando tirar a receita da máquina de guerra da Rússia e reforçar uma "lista negra" que já conta com 597 embarcações. Essas embarcações, muitas delas petroleiras, estão sujeitas a embargos portuários e proibições de prestação de uma ampla gama de serviços relacionados ao transporte marítimo.
A UE está apertando o cerco à frota fantasma e destacando os navios que burlam o mecanismo de limite do preço do petróleo ou apoiam o setor energético da Rússia, bem como aqueles responsáveis pelo transporte de equipamentos militares russos ou de grãos ucranianos roubados da Ucrânia.
A Comissão Europeia recebeu bem essa medida, insistindo que visar a frota fantasma da Rússia "é um ponto crítico" para limitar as receitas da Rússia. "Ao impor restrições à frota clandestina, a UE efetivamente aumenta os custos para a Rússia, interrompe suas operações marítimas e interrompe suas relações com os operadores da UE", afirmou.
Bruxelas adverte que as embarcações sancionadas também representam "sérios riscos à segurança marítima" e ao meio ambiente, pois são, em sua maioria, embarcações antigas e com seguro insuficiente.
A medida se soma às recentes sanções contra nove empresas e indivíduos, incluindo empresários ligados às empresas petrolíferas estatais russas Rosneft e Lukoil. Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, a UE aplicou medidas punitivas contra 2.600 pessoas e entidades, a maioria delas incluídas na 19ª rodada de sanções.
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