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BRUXELAS 17 jul. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia reiterou nesta sexta-feira sua exigência para que a Rússia assuma sua responsabilidade pelo abate do voo MH17 da Malaysia Airlines, no qual morreram 298 pessoas, entre elas 80 crianças de 17 nacionalidades, por ocasião do décimo segundo aniversário da tragédia, ocorrida em 17 de julho de 2014 em território ucraniano então controlado por separatistas pró-russos.
Essa exigência foi feita em um comunicado em nome dos Vinte e Sete pela Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, que lembrou que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) decidiu, no último dia 9 de julho, que a Rússia é “responsável” pelo abate do avião e pela morte das quase 300 pessoas a bordo.
Após destacar que, segundo o TEDH, Moscou também é culpada pelo sofrimento adicional causado aos familiares das vítimas, ela comemorou que o tribunal poderá agora “determinar as consequências das violações e as indenizações a serem pagas”.
Ele também destacou que o Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) determinou, em 12 de maio de 2025, que a Rússia “descumpriu” a proibição internacional de usar armas contra aeronaves civis em voo, e ordenou que ela iniciasse negociações com os países que a processaram perante o TEDH e a própria OACI — Países Baixos e Austrália — para lhes oferecer “reparações completas” pelo abate do voo.
“A sentença do TEDH e a decisão do Conselho da OACI constituem passos importantes rumo à verdade, à justiça e à prestação de contas para todas as vítimas do voo MH17, seus familiares e entes queridos. A UE reitera seu apelo à Federação Russa para que assuma sua responsabilidade por essa tragédia e coopere plenamente nos esforços para que seja feita justiça”, afirmou Kallas.
O voo MH17, que fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur, foi abatido em 17 de julho de 2014 sobre o leste da Ucrânia por um míssil terra-ar, em uma zona que na época estava sob controle de separatistas pró-Rússia. No acidente, morreram as 283 pessoas que viajavam a bordo do avião e os 15 membros da tripulação, provenientes de cerca de dez países. Entre as vítimas fatais estavam 196 cidadãos holandeses — a nacionalidade mais representada —, 43 malaios e 38 australianos, além de cidadãos do Reino Unido, da Alemanha, da Bélgica, das Filipinas, do Canadá, da Nova Zelândia e da Indonésia.
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