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MADRID 22 ago. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia exigiu nesta sexta-feira que Israel tome medidas imediatas para conter a violência dos colonos contra a população palestina da Cisjordânia e exigiu que os responsáveis prestem contas, ao mesmo tempo em que repreendeu as recentes declarações do ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista de direita Itamar Ben Gvir, sobre Gaza.
Em uma declaração divulgada pelo Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), os 27 alertaram sobre a situação na localidade de Qusra, onde várias famílias estão confinadas em suas casas há mais de uma semana em consequência da violência exercida pelos colonos.
Nesse contexto, as autoridades da União Europeia denunciaram o aumento dos ataques de colonos extremistas, incluindo atos de intimidação e assédio, danos à propriedade e agressões físicas que, segundo Bruxelas, visam forçar os palestinos a abandonar suas casas.
“Os atos de intimidação, assédio, destruição de propriedade e agressões físicas contra os palestinos, perpetrados com o objetivo de expulsá-los de suas casas, devem cessar imediatamente”, afirmou o bloco europeu, que lembrou já ter condenado repetidamente esse tipo de violência.
Bruxelas também insistiu que Israel deve adotar medidas contundentes para conter esses ataques e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça. Nesse sentido, ressaltou que o Direito Internacional estabelece a obrigação de Israel de proteger a população palestina nos territórios ocupados.
Por outro lado, a União expressou “veementemente” sua rejeição às últimas declarações de Ben Gvir sobre a situação na Faixa de Gaza, bem como aos vídeos e imagens posteriormente divulgados na internet.
“O uso de uma linguagem tão ofensiva e incitadora é inaceitável e não deve ficar impune”, advertiu a UE, ressaltando que o governo israelense deve assumir sua responsabilidade na hora de conter esse tipo de discurso.
A declaração comunitária ressalta, assim, a preocupação da União Europeia tanto com a violência dos colonos na Cisjordânia quanto com a retórica dos membros do Executivo israelense em relação a Gaza, em um contexto de tensão crescente nos territórios palestinos.
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