Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia reiterou nesta sexta-feira sua condenação à repressão por parte das autoridades da Nicarágua e manifestou sua preocupação com a contínua deterioração dos direitos fundamentais e da situação política no país centro-americano.
Em um comunicado divulgado em nome dos Vinte e Sete pela Alta Representante da UE, o bloco comunitário instou novamente o governo nicaraguense a libertar todos os presos políticos, restaurar plenamente o Estado de Direito e permitir o retorno das organizações internacionais dedicadas à defesa dos direitos humanos.
Além disso, Bruxelas defendeu a necessidade de promover um processo de diálogo entre o Executivo e a oposição, com o objetivo de avançar rumo a uma saída negociada, pacífica e democrática para a crise que o país atravessa. Nesse sentido, ressaltou a importância de realizar as reformas eleitorais necessárias para garantir um processo com as devidas garantias.
A União Europeia também exigiu que as autoridades da Nicarágua convoquem as eleições previstas e garantam que elas sejam realizadas de acordo com o calendário inicialmente estabelecido, cumprindo os padrões internacionais de transparência, inclusão e credibilidade.
O bloco comunitário reafirmou, além disso, seu apoio à população nicaraguense em suas aspirações de consolidar um sistema democrático baseado no respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.
Por fim, a União sinalizou que mantém sua disposição de continuar o diálogo político com Manágua por meio dos canais diplomáticos correspondentes e em coordenação com os atores regionais, sempre com base no respeito mútuo.
Com esta declaração, os Vinte e Sete se somam ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, que acusou, nesta mesma quarta-feira, as autoridades da Nicarágua de “reprimir as liberdades civis e políticas do país” e de impedir o “pleno exercício dos direitos” da população, instando-as a “libertar imediatamente todas as pessoas detidas arbitrariamente e garantir que todos aqueles que foram privados de liberdade sejam tratados com humanidade e dignidade, em conformidade com as obrigações internacionais da Nicarágua em matéria de direitos humanos”.
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