Publicado 11/07/2025 08:21

A UE evita esclarecer os detalhes do pacto com Israel, mas vê sinais no terreno de um melhor acesso humanitário

HANDOUT - 26 de junho de 2025, Bélgica, Bruxelas: A Alta Representante da UE para Relações Exteriores, Kaja Kallas, chega à reunião do Conselho Europeu sobre os acontecimentos em curso na Ucrânia e no Oriente Médio. Foto: Alexandros Michailidis/Conselho d
Alexandros Michailidis/EU Counci / DPA

BRUXELAS 11 jul. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia evitou nesta sexta-feira esclarecer os detalhes do pacto alcançado ontem com Israel para melhorar a situação humanitária na Faixa de Gaza, embora tenha assegurado que as autoridades israelenses já tomaram medidas no terreno para aumentar a entrega de ajuda humanitária.

"Vou me abster de entrar em detalhes sobre quantos caminhões ou quantas passagens serão abertas, porque o acordo já foi alcançado e agora estamos na fase de implementação", disse o porta-voz de relações exteriores da UE, Anouar El Anouni, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, onde evitou revelar as letras miúdas do acordo firmado com Israel.

De qualquer forma, ele afirmou que, no local, já existem algumas melhorias e elementos que Israel "cumpre", como a distribuição de combustível, a abertura da passagem de Zikim, no norte de Gaza, e a autorização para que a UNICEF conserte as infraestruturas de água, bem como a reabertura da rota de ajuda humanitária da Jordânia.

"Isso é o que realmente podemos ver no terreno em termos de resultados", enfatizou El Anouni, após o pacto firmado com as autoridades israelenses para melhorar a situação humanitária na Faixa e permitir a entrega de ajuda humanitária "em grande escala". De acordo com a UE, o pacto consiste em um "aumento substancial" no número de caminhões diários com ajuda humanitária e alimentos que entram em Gaza, embora não estabeleça um número específico e evite indicar um prazo, limitando-se a indicar que espera que as medidas sejam tomadas "nos próximos dias".

O porta-voz deixou claro que a diplomacia europeia está trabalhando com agências da ONU e ONGs no local, deixando de fora do acordo a Gaza Humanitarian Foundation (GHF), uma organização privada apoiada pelos EUA e por Israel.

"A GHF não faz parte das organizações que são objeto dessa declaração. Portanto, isso é muito claro", disse ele. Resta saber, no entanto, como a UE pode confirmar e verificar se mais ajuda humanitária está chegando a Gaza e quais atores a estão entregando, depois que Israel está favorecendo essa fundação privada.

Fontes diplomáticas insistem que agora é uma questão de implementação e efeitos concretos no terreno do acordo firmado com Israel, embora expliquem que será importante verificar a melhoria da situação humanitária e o papel desempenhado pelas agências internacionais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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