Publicado 02/06/2025 08:01

A UE espera que a Rússia reveja suas condições para a paz na Ucrânia

O presidente russo Vladimir Putin durante uma reunião oficial com um membro sênior dos rebeldes Houthi do Iêmen no Kremlin (arquivo).
-/Kremlin/dpa

BRUXELAS 2 jun. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia disse nesta segunda-feira que não viu as condições que, em princípio, serão incluídas em um documento que a Rússia colocará sobre a mesa para alcançar a paz na Ucrânia, no âmbito da segunda rodada de negociações com Kiev na cidade turca de Istambul, embora tenha instado a Rússia a rever sua posição, já que até agora suas condições "não são razoáveis" para iniciar qualquer discussão.

Antes da reunião em que os dois lados trocarão um documento estabelecendo suas condições para aceitar um cessar-fogo, a porta-voz-chefe da Comissão Europeia, Paula Pinho, pediu a Moscou que flexibilize suas exigências para negociar o fim da guerra no Leste Europeu.

"Até onde sabemos, nada foi compartilhado em vista das discussões que ocorrerão hoje em Istambul", disse ela, quando perguntada se a UE estava ciente das condições da Rússia, que incluiriam uma rejeição ocidental explícita da expansão oriental da OTAN.

Nesse sentido, Pinho indicou que "todos estão interessados em ver o que é dito (nos documentos) para ver se houve uma revisão" dos postulados de Moscou, depois de enfatizar que até agora a Rússia estabeleceu condições que "não são razoáveis como condição para iniciar qualquer discussão".

Do lado ucraniano, a delegação será liderada pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, que também liderou a representação ucraniana na primeira rodada de negociações em 16 de maio, mais de três anos depois de uma primeira tentativa malsucedida de interromper o conflito em negociações na mesma cidade turca.

Nessa segunda reunião, espera-se que os dois lados troquem um documento que estabeleça as condições para aceitar um cessar-fogo, embora o presidente ucraniano Volodimir Zelenski também tenha acrescentado que eles discutirão outras questões decorrentes do conflito.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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