Publicado 30/07/2025 07:06

UE enfatiza que as eleições locais na Venezuela não legitimam Maduro como presidente

Archivo - Arquivo - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante sua cerimônia de posse na Assembleia Nacional em 10 de janeiro de 2025 em Caracas, Venezuela. O presidente da Venezuela tomou posse após as eleições de 10 de janeiro de 2025 em Caracas
Prensa Presidencial de Venezuela - Arquivo

BRUXELAS 30 jul. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia criticou nesta quarta-feira a atmosfera repressiva nas eleições locais da Venezuela, enfatizando que elas não legitimam de forma alguma as eleições presidenciais do ano passado, nas quais Nicolás Maduro se proclamou vencedor sem apresentar os registros oficiais que validam o resultado.

"A Venezuela sofre com um ambiente político e jurídico muito restritivo, caracterizado pela repressão à dissidência. As autoridades continuam a abusar dos poderes do Estado para minar as garantias democráticas, criando assim condições desiguais para a oposição", disse um porta-voz europeu à Europa Press, insistindo que as recentes pesquisas "não legitimam os resultados não verificados das eleições presidenciais de 2024".

Nesse sentido, o bloco europeu insistiu que Maduro "ainda não tem a legitimidade de um presidente democraticamente eleito".

A UE não reconhece o resultado das eleições de julho passado, mas também evitou reconhecer o candidato da oposição Edmundo González, atualmente exilado na Espanha, como o presidente eleito da Venezuela. Em janeiro deste ano, a UE intensificou a pressão sobre o regime chavista com uma nova rodada de sanções na ausência de mudanças democráticas em Caracas.

Além disso, a UE reitera que as autoridades venezuelanas devem pôr fim às detenções injustas e arbitrárias e libertar os presos políticos, incluindo cidadãos com dupla nacionalidade e estrangeiros. Além disso, reconhece a vontade do povo venezuelano de avançar em direção a uma transição "pacífica e inclusiva" para a democracia e se solidariza com essas aspirações democráticas.

"A UE continuará a trabalhar com todos os venezuelanos e com os parceiros regionais e internacionais para promover um diálogo genuíno em direção a uma transição democrática", enfatiza o porta-voz, sustentando a linha tradicional da UE de buscar uma transição democrática por meio do diálogo entre os atores venezuelanos.

MADURO FALA DE "VITÓRIA HISTÓRICA

O presidente venezuelano comemorou o que considerou "uma vitória histórica" nas eleições municipais, anunciando também que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conquistou 285 prefeituras de um total de 335.

Maduro vangloriou-se de "um processo exemplar" e anunciou que, após os resultados finais, ele "convocará imediatamente um Conselho Federal de Governo, com os prefeitos e governadores eleitos", para acelerar o financiamento de projetos. De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o comparecimento dos eleitores foi de 44%.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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