Europa Press/Contacto/Adalberto Roque - Arquivo
A ilha caribenha sofre com a escassez de combustível após o corte do fornecimento proveniente da Venezuela por ordem dos EUA BRUXELAS 13 fev. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia está em contato com seus parceiros humanitários diante da “situação dramática” em Cuba e acompanha de perto a crise gerada pela escassez de combustível que afeta a ilha caribenha, após o corte do fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela, em consequência da invasão e captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no início do ano.
“Estamos cientes da situação dramática no terreno e estamos em contato com parceiros humanitários em Cuba”, garantiram à Europa Press fontes comunitárias, que lembraram que, para este ano de 2026, a UE destinou 123 milhões de euros à América Latina e ao Caribe.
Concretamente, serão destinados 23 milhões de euros ao Caribe para lidar com o impacto humanitário da escalada da violência armada no Haiti, ajudando as populações afetadas a cobrir suas necessidades mais urgentes, enquanto outros 4 milhões de euros irão para o resto do Caribe, com especial atenção à situação humanitária em Cuba e na República Dominicana.
A esta ajuda acresce a oferecida pelo bloco comunitário a Cuba no final do ano passado, após a passagem do furacão Melissa, quando enviaram cerca de 2 milhões de euros ao país, aos quais se juntaram outros recursos adicionais para as ilhas vizinhas.
Nos últimos meses, Cuba vinha sofrendo uma crise de escassez, que se agravou depois que a Venezuela deixou de ser o principal suporte energético da ilha, em consequência da nova relação entre Washington e Caracas após a prisão, no início de janeiro, do presidente Nicolás Maduro.
Posteriormente, o governo Trump aumentou o bloqueio à ilha e ameaçou com tarifas todos os países, como o México, que continuassem fornecendo petróleo, o que levou a pequena nação caribenha a ficar finalmente sem combustível.
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