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MADRID 28 nov. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia afirmou que irá "monitorar de perto a situação" na Ucrânia depois que o chefe do gabinete presidencial, Andri Yermak, braço direito do presidente do país, Volodymyr Zelenski, renunciou após uma série de buscas em sua casa por agências anticorrupção como parte da crise em Kiev devido a uma investigação de corrupção em larga escala.
"Vimos as notícias sobre as buscas realizadas hoje pelo NABU (National Anti-Corruption Bureau) e pelo SAPO (Specialised Anti-Corruption Prosecutor's Office), bem como a renúncia do chefe de gabinete do presidente (...) A luta contra a corrupção é fundamental para que um país possa ingressar na União Europeia", disse a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, em entrevista à Europa Press.
Ela enfatizou que "são necessários esforços contínuos para garantir uma forte capacidade anticorrupção e o respeito ao estado de direito", mas afirmou que "qualquer investigação mostra que os órgãos anticorrupção estão em vigor e autorizados a operar na Ucrânia".
Ela também lembrou que "a luta contra a corrupção tem sido um elemento central" na política de ampliação dos países candidatos, o que "reflete" sua "posição geral sobre a questão".
As batidas ocorreram dias depois que uma suposta extorsão no setor de energia ucraniano foi descoberta em uma operação apelidada de "Midas". As agências anticorrupção fizeram uma busca na sede da empresa estatal de energia atômica, a Energoatom.
A UE, em seu relatório anual de progresso sobre a política de ampliação, advertiu a Ucrânia no início deste mês para que mantivesse a luta contra a corrupção e não recuasse nessa questão, embora acredite que Kiev tenha demonstrado seu compromisso com o caminho europeu nos últimos anos, apesar da invasão russa.
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