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BRUXELAS 27 fev. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia recordou este quinta-feira o décimo primeiro aniversário do assassinato do opositor russo Boris Nemtsov, morto a tiros em 27 de fevereiro de 2015 perto do Kremlin, e denunciou a “deterioração contínua” dos direitos humanos na Rússia, bem como a repressão e as “restrições crescentes” contra a sociedade civil, a oposição política e os meios de comunicação independentes.
Em uma declaração divulgada pelo Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE), a UE também acusou Moscou de violar sistematicamente suas obrigações internacionais ao não libertar “imediata e incondicionalmente” todos os presos políticos.
A UE destacou assim o legado político de Nemtsov, ex-vice-primeiro-ministro da Federação Russa e antigo governador da região de Nizhni Nóvgorod, que descreve como um firme defensor de uma Rússia “moderna, próspera e democrática” e uma figura que inspirou amplos setores da sociedade russa.
O bloco lembra o opositor russo como uma das vozes críticas à “guerra de agressão” contra a Ucrânia nos seus últimos dias, um conflito que — segundo denuncia a UE — se transformou numa “invasão em grande escala” com graves efeitos sobre a população civil.
Nesse contexto, a União lembrou a adoção, em 2024, de um regime específico de sanções por violações dos direitos humanos na Rússia, em virtude do qual 62 pessoas e uma entidade foram sancionadas até o momento por sua responsabilidade na repressão da sociedade civil, no enfraquecimento da democracia e do Estado de Direito.
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