Carlos Castro - Europa Press - Arquivo
BRUXELAS 29 jun. (EUROPA PRESS) -
Os 27 Estados-membros da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira uma recomendação da Comissão Europeia sobre a gestão de incêndios florestais, que insta os países a reforçarem a cooperação e a interoperabilidade na resposta a esses incêndios, após uma temporada recorde de incêndios em 2025, na qual mais de um milhão de hectares foram consumidos pelo fogo no território comunitário.
A recomendação, que não tem caráter juridicamente vinculativo, também incentiva os Estados-Membros a reforçar a prevenção de incêndios por meio de uma gestão sustentável do território e das florestas, melhorar a preparação por meio de um melhor uso de dados, avaliações de risco e sistemas de alerta precoce, de acordo com um comunicado do Conselho (Estados).
Também destaca a importância de sensibilizar a população, apoiar as comunidades locais, melhorar a recuperação após os incêndios e fortalecer a governança e o financiamento de longo prazo para a gestão do risco de incêndios florestais, reconhecendo que o risco de incêndios florestais afeta “cada vez mais grande parte da Europa” e frequentemente tem “repercussões transfronteiriças”.
“As devastadoras temporadas de incêndios florestais que assolaram a Europa nos últimos anos demonstram que o risco de incêndios já não é um problema exclusivo de alguns países, mas um desafio para toda a Europa”, afirmou em declarações enviadas à imprensa o ministro do Interior de Chipre, Constantinos Ioannou, país que detém a presidência rotativa do Conselho da UE.
Segundo o ministro cipriota, essas recomendações promovem “uma abordagem integral” que une a gestão do território, a adaptação às mudanças climáticas, a proteção civil e a cooperação transfronteiriça. “Investir hoje em prevenção e preparação é fundamental para proteger vidas, comunidades e ecossistemas amanhã”, alertou.
A recomendação surge na sequência de uma temporada recorde de incêndios em 2025, na qual mais de um milhão de hectares foram queimados em toda a União e que levou à ativação de um número sem precedentes de intervenções do Mecanismo de Proteção Civil da UE.
Ela também responde à estratégia de combate a incêndios apresentada pela Comissão Europeia em março, que ressalta a importância da prevenção e da preparação e destaca a necessidade de maior cooperação entre as autoridades públicas, os gestores do território, a sociedade civil e as comunidades locais.
O Executivo comunitário propôs medidas como a criação de “paisagens resistentes ao fogo” ou a promoção de um “planejamento territorial resiliente”, e também apelou para que a resposta aos incêndios florestais seja “mais rápida” e “mais eficaz”, começando por uma melhor coordenação entre os Estados.
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