Publicado 25/03/2026 09:53

A UE dá o primeiro passo para se tornar membro fundador do Tribunal Especial para os Crimes contra a Ucrânia

Archivo - Arquivo - Reunião em Munique entre o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa
UE/SIERAKOWSKI FREDERIC - Arquivo

BRUXELAS 25 mar. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia deu nesta quarta-feira o primeiro passo para se integrar como membro fundador do Tribunal Especial para Crimes de Agressão contra a Ucrânia, criado no âmbito do Conselho da Europa; um processo que se inicia com a proposta formal da Comissão Europeia e que requer a aprovação dos Vinte e Sete.

Este tribunal é uma das principais reivindicações do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, desde o início do conflito, e tem como objetivo indiciar e julgar os responsáveis individuais pela invasão russa em território ucraniano.

Após o acordo firmado no ano passado com Kiev para a sua criação, Bruxelas decidiu, no início deste ano de 2026, destinar 10 milhões de euros para financiar, em conjunto com o Conselho da Europa, uma equipe de trabalho encarregada de preparar as bases institucionais, logísticas e organizacionais do tribunal especial, que se encarregará de julgar altos cargos políticos e militares.

Ao contrário do Tribunal Penal Internacional (TPI), o novo órgão, que contará com 15 juízes e um Ministério Público, poderá julgar réus “in absentia” “quando o acusado se recusar a participar desses procedimentos”.

Quanto à proposta de que a UE se integre como membro fundador, Bruxelas poderá notificá-lo formalmente ao Conselho da Europa assim que receber luz verde do Conselho (governos) e, uma vez concretizada, a União poderá também participar do Comitê de Gestão do órgão.

“A busca pela justiça também dissuade potenciais agressores”, afirmou em comunicado a Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas, que destacou a importância deste novo tribunal num momento em que “o Direito internacional está sob pressão histórica” e defendeu que a resposta a esta situação deve ser “uma maior prestação de contas, não menos”.

“Estabelecer o processo legal, como estamos fazendo agora para a Ucrânia, requer tempo, esforço e o maior apoio internacional possível, mas vale a pena”, reforçou a chefe da diplomacia europeia.

O comissário para a Justiça e o Estado de Direito, Michael McGrath, por sua vez, sublinhou que “não pode haver uma paz justa sem que haja prestação de contas”, ao mesmo tempo em que afirmou que a criação do Tribunal Especial para a Ucrânia é um “passo decisivo” para garantir que os culpados pela agressão russa respondam por seus atos.

Os serviços comunitários destacam, além disso, que a UE desempenhou um papel fundamental na elaboração dos textos jurídicos fundadores do Tribunal Especial, que foram apoiados politicamente por uma coalizão internacional de Estados e organizações internacionais em 9 de maio de 2025.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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